A Polícia Civil do Maranhão apresentou, nesta segunda-feira (11), o balanço da Operação Renorcrim, realizada nas últimas semanas em várias cidades maranhenses no combate ao crime organizado. Ao todo, 46 pessoas foram presas durante a ofensiva, que também resultou no bloqueio de mais de R$ 17 milhões ligados a organizações criminosas.
Segundo a polícia, a operação ocorreu entre os dias 13 de abril e 8 de maio. Nesse período, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado.
As investigações tinham como alvo integrantes de facções suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Além das prisões, a operação também atingiu financeiramente os grupos investigados. De acordo com a Polícia Civil, cerca de R$ 900 mil ligados às atividades criminosas foram interceptados durante as investigações. Desse total, mais de R$ 315 mil já estão bloqueados por decisão da Justiça.
A polícia informou ainda que as investigações também resultaram em decisões judiciais que impedem a movimentação futura de mais de R$ 17 milhões ligados aos investigados.
Durante a operação, também foram apreendidos três veículos avaliados em aproximadamente R$ 619 mil.
A Operação Renorcrim faz parte de uma mobilização nacional coordenada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENASP/MJSP).
No Maranhão, as ações foram conduzidas pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO).

Segundo a Polícia Civil, o trabalho de combate às facções criminosas segue como prioridade, principalmente por meio de ações de inteligência e investigações financeiras voltadas ao enfraquecimento das organizações criminosas que atuam no estado.






