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Operação mira grupo suspeito de desviar pelo menos R$ 400 milhões do Seguro Defeso no MA

Polícia Federal cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses. Dois servidores públicos foram afastados.

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Uma operação foi realizada na manhã desta quarta-feira (28) em São Luís e em mais 15 municípios maranhenses contra uma organização criminosa suspeita de fraudar valores do Seguro Defeso, benefício concedido a pescadores artesanais durante o período em que a atividade é legalmente interrompida. As investigações apontam que o grupo teria desviado pelo menos R$ 400 milhões dos cofres públicos.

A chamada “Operação Indefeso” foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das buscas foram apreendidos veículos de alto valor, armas, documentos e celulares. O dinheiro e os bens apreendidos totalizam R$ 2.884.341.

As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades abaixo:

  • São Luís
  • São José de Ribamar
  • Alto Alegre do Maranhão
  • Santa Rita
  • Olho d’Água das Cunhãs
  • Anajatuba
  • Pindaré-Mirim
  • Mirinzal
  • Axixá
  • Icatu
  • Lago da Pedra
  • Lagoa Grande do Maranhão
  • Turilândia
  • Bacabal
  • Pedreiras
  • Santa Luzia do Paruá

Além dos bens apreendidos, foram impostas 17 medidas cautelares diversas da prisão, com o objetivo de interromper a atuação do grupo criminoso, preservar a instrução processual e evitar a continuidade das práticas ilícitas. A PF também afastou de forma cautelar dois servidores públicos supostamente envolvidos no esquema. As identidades e os cargos que eles exerciam não foram informados até a publicação desta matéria.

Outra medida adotada pela operação foi o bloqueio dos cerca de R$ 400 milhões em bens e valores de propriedade dos investigados. O objetivo é garantir o ressarcimento dos danos causados ao erário e impedir a ocultação ou dissipação de patrimônio supostamente proveniente dos desvios.

Segundo as apurações, o grupo criminoso inseria informações falsas em sistemas governamentais por meio de documentos fraudulentos e possível participação de agentes públicos e particulares para conseguir fraudar o benefício do Seguro Defeso. As análises e provas já reunidas indicaram às autoridades que em cinco anos o esquema causaria um prejuízo de cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado da Administração Pública, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações prosseguirão com a análise do material apreendido e o aprofundamento das ações para identificar outros envolvidos, delimitar a extensão da atuação criminosa e quantificar com precisão os prejuízos causados aos cofres públicos.

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