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Operação da PF apura espaço religioso por suspeita de trabalho análogo à escravidão em Paço do Lumiar

Operação é desdobramento da ação “Falso Profeta”, que apura abusos e outras irregularidades

Fonte: Judson Carvalho

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), uma operação na igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar.

O espaço, ligado ao pastor David Gonçalves Silva, preso no último dia 17 de abril, passou a ser alvo de investigação federal por suspeita de trabalho análogo à escravidão. Além da Polícia Federal, servidores vinculados a órgãos de fiscalização do trabalho também estariam acompanhando a operação. A ação também contou com a presença de auditores-fiscais do trabalho e de um representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), em uma ação conjunta.

A ação desta segunda-feira (27) é um desdobramento da operação “Falso Profeta”, que resultou na prisão do líder religioso. A apuração conduzida pela Polícia Federal foi iniciada após solicitação do delegado da Polícia Civil, Sidney Oliveira.

Segundo as investigações, o caso vinha sendo acompanhado há cerca de dois anos. O inquérito da Polícia Civil aponta que o suspeito está envolvido em crimes como abuso sexual, maus-tratos, exploração de trabalho e estelionato.

Com a entrada da Polícia Federal no caso, as apurações se aprofundam sobre possíveis práticas de exploração dentro do espaço religioso. A operação começou a partir de uma denúncia que indicava a existência de um local que se apresenta como igreja, onde estariam sendo acolhidas pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo pessoas com deficiência intelectual e física, que estariam envolvidas em atividades de trabalho, terapias e outras tarefas do dia a dia. Ainda segundo a denúncia, o espaço também funcionaria como local de atendimentos terapêuticos, sem comprovação de autorização ou profissionais habilitados, além de possíveis problemas nas condições de segurança e cuidado das pessoas que vivem ali.

O caso segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações. A Polícia Federal informou que está investigando possíveis crimes, enquanto o Ministério Público do Trabalho e os auditores-fiscais do trabalho apuram possíveis irregularidades nas condições de trabalho e no funcionamento do local. As investigações continuam.

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