O preço da cesta básica voltou a subir em São Luís no mês de junho, acompanhando a tendência registrada na maior parte do país. Dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que o valor chegou a R$ 654,73 na capital maranhense, alta de 0,55% em relação ao mês de maio.
No cenário nacional, o levantamento apontou aumento no custo da cesta básica em 17 das capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Apesar da elevação, São Luís continua entre as capitais com os menores custos do país, atrás apenas de Aracaju.

No acumulado de 2026, a capital maranhense registrou alta de 4,02%, a menor variação entre todas as cidades pesquisadas pelo Dieese. Já na comparação com junho de 2025, o custo apresentou leve queda de 0,09%.
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento registrado em junho estão o leite integral, com alta de 5,39%, seguido pelo feijão carioca (2,89%), arroz agulhinha (2,58%), tomate (1,26%) e carne bovina de primeira (0,74%). O preço do pão francês permaneceu estável em relação ao mês anterior.
Em contrapartida, alguns itens ficaram mais baratos, como o café em pó, que recuou 3,40%, além da manteiga (-1,68%), açúcar cristal (-1,08%), farinha de mandioca (-0,84%), óleo de soja (-0,71%) e banana (-0,22%).
No acumulado do primeiro semestre, o leite integral liderou as maiores altas de preços em São Luís, com avanço de 16,31%. Também registraram aumento o óleo de soja (12,88%), feijão carioca (11,72%), café em pó (7,92%), arroz agulhinha (6,59%), banana (5,97%), pão francês (3,52%), carne bovina de primeira (2,83%) e tomate (2,25%).
Já na comparação com os últimos 12 meses, sete dos 12 produtos da cesta básica acumularam aumento de preço, com destaque para o óleo de soja (19,53%), feijão carioca (10,80%), carne bovina de primeira (6,28%), café em pó (4,07%), leite integral (3,06%), pão francês (3,02%) e banana (0,76%). Por outro lado, apresentaram queda o tomate (-15,09%), arroz agulhinha (-10,27%), manteiga (-9,14%), açúcar cristal (-2,66%) e farinha de mandioca (-0,60%).
O levantamento também mostra o impacto da alta dos alimentos no orçamento das famílias. Em junho, um trabalhador de São Luís que recebe um salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 88 horas e 52 minutos para comprar a cesta básica. Isso representa o comprometimento de 43,67% da renda líquida mensal apenas com a aquisição dos alimentos essenciais.
Em todo o país, São Paulo registrou a cesta básica mais cara em junho, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Com base no valor registrado na capital paulista, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 8.110,92, cerca de cinco vezes superior ao salário mínimo vigente, de R$ 1.621.




