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Maranhão

Satélite maranhense Aldebaran-I não entra em órbita após falha em foguete indiano

O satélite brasileiro Aldebaran-I, lançado na madrugada desta segunda-feira (12), não conseguiu entrar em órbita devido a uma anomalia no terceiro estágio do foguete PSLV-C62, da Índia. O nanossatélite foi desenvolvido por professores e estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e tinha como objetivo principal atuar em missões de monitoramento e salvamento marítimo.

O lançamento ocorreu a partir da base Satish Dhawan Space Centre, na Índia. No entanto, segundo o coordenador da missão Aldebaran-I e professor do curso de Engenharia Espacial da UFMA, Carlos Brito, uma falha no lançador impediu o sucesso da missão.

“Infelizmente o foguete deles não teve sucesso durante o lançamento. Durante o voo foi identificada uma anomalia no terceiro estágio do lançador, impossibilitando de colocar os satélites em órbita”, relatou o docente.

Projeto acadêmico e científico

Desenvolvido no Laboratório de Eletrônica e Sistemas Embarcados Espaciais (Labesee), da UFMA, o Aldebaran-I é resultado de anos de pesquisa científica e inovação tecnológica conduzidas por professores e estudantes da instituição. O projeto contou com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Fundação Sousândrade (FSADU), integrando o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022–2031, coordenado pela AEB.

Missão e objetivos

A missão principal do Aldebaran-I era funcionar como prova de conceito para a localização e salvamento de pequenas embarcações em situações de emergência no mar, com foco especial na costa do Maranhão — região caracterizada por intensa atividade pesqueira e marítima. Além disso, o nanossatélite também teria a função de contribuir para a prevenção de queimadas, por meio da coleta de dados ambientais.

Testes e preparação

Em janeiro de 2025, o Aldebaran-I passou por seu último teste ambiental no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O equipamento foi submetido a rigorosos testes de vibração, fundamentais para garantir sua resistência às condições extremas do lançamento. Com a conclusão bem-sucedida dessa etapa, o nanossatélite havia sido considerado plenamente apto para a missão espacial.

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