Quantia de R$ 1.621 representa um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior.
Quantia de R$ 1.621 representa um reajuste de 6,79% sobre o piso anterior.
Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) o novo valor do salário mínimo no Brasil, fixado em R$ 1.621. O reajuste representa um aumento de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, que esteve em vigor ao longo de 2025. Apesar da atualização já valer legalmente, os trabalhadores só irão receber o novo valor a partir de fevereiro, referente à folha de pagamento de janeiro.
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2022. Pela regra, o aumento anual considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos 12 meses encerrados em novembro — que foi de 4,18% — somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que alcançou 3,4% em 2024.
Com base nesses índices, o salário mínimo poderia chegar a aproximadamente R$ 1.636. No entanto, o valor final ficou abaixo disso devido à aplicação de uma lei aprovada em 2024, que limita o crescimento real do salário mínimo a 2,5% acima da inflação entre 2025 e 2030. A medida integra o conjunto de ações do governo para manter o equilíbrio fiscal dentro do novo arcabouço econômico.
Além de servir como referência para a remuneração de trabalhadores formais, o salário mínimo impacta diretamente benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O valor também influencia o cálculo da pensão alimentícia.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos atrelados ao salário mínimo. Com o novo valor de R$ 1.621, a estimativa é de que haja um incremento de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira.