A avaliação da eficácia foi medida pela variação nos sintomas após 18 meses de tratamento, utilizando a escala de demência CDR-SB.
-janeiro 28, 2026
A avaliação da eficácia foi medida pela variação nos sintomas após 18 meses de tratamento, utilizando a escala de demência CDR-SB.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização do medicamento Leqembi (lecanemabe) para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da Doença de Alzheimer. A aprovação, publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado, representa um avanço significativo no combate à progressão da demência.
O Leqembi, que é uma solução injetável à base do anticorpo lecanemabe, é especificamente indicado para retardar o declínio cognitivo em pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença.
A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo que envolveu 1.795 pessoas com Alzheimer em estágio inicial e confirmação de placas beta-amiloides. A avaliação da eficácia foi medida pela variação nos sintomas após 18 meses de tratamento, utilizando a escala de demência CDR-SB (Clinical Dementia Rating-Sum of Boxes).
Os resultados do estudo foram conclusivos e os pacientes que receberam o Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação com o grupo que recebeu placebo. Uma pontuação menor na escala indica menor comprometimento cognitivo e menor impacto nas atividades da vida diária do paciente.
A aprovação da Anvisa, formaliza a disponibilização de uma terapia que ataca a patologia central da doença, oferecendo uma nova perspectiva para o manejo do Alzheimer em seus estágios iniciais no Brasil.