Com a mudança, o candidato terá liberdade para escolher como se preparar para os exames teórico e prático, que continuam sendo obrigatórios para obter a carteira.
Com a mudança, o candidato terá liberdade para escolher como se preparar para os exames teórico e prático, que continuam sendo obrigatórios para obter a carteira.
A nova resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), nesta segunda-feira (1º), que acaba com a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), divide opiniões entre candidatos a condutores, proprietários de autoescolas e especialistas.
Enquanto futuros condutores comemoram a medida por conta da redução nos custos para a emissão do documento, empresários criticam permissão para que instrutores autônomos substituam autoescolas.
Futura condutora, a pedagoga Larissa Pontes diz que é a favor da nova regra. Mesmo já tendo feito o processo das aulas teóricas, ela comemorou as mudanças e disse que elas podem ajudar na realização do sonho da CNH.
“Sou a favor das mudanças, principalmente pela redução de custos que vão ajudar na realização de um sonho que as regras atuais estão inviabilizando”, comentou.
O proprietário de autoescola, Moreira Neto, argumenta que permitir que qualquer instrutor se credencie de forma autônoma prejudicará a qualidade da formação e, consequentemente, colocando em risco a segurança no trânsito.
“Com o fim da obrigatoriedade das autoescolas, o governo está lançando motoristas mal formados nas ruas, colocando vidas em risco. As autoescolas oferecem cursos teóricos gratuitamente e contam com profissionais qualificados e atuam há décadas na educação para o trânsito”, comentou.
Ouvido pelo Portal Difusora News, o especialista em trânsito, Francisco Soares aponta riscos com a segurança no trânsito como uma das principais consequências da nova regra.
“Eu achei um equívoco essa resolução. É óbvio que com isso você baixa os custos, mas no trânsito a gente quer baixar os custos ou aumentar a segurança?”, questiona o especialista.
Segundo Francisco Soares, a retirada da obrigação de aulas nas autoescolas, além do risco dos alunos reprovarem e terem que repetir o processo, pode afetar o nível de habilidade dos novos condutores.
“Essa medida não é profícua, ela não é vantajosa para o trânsito brasileiro, principalmente, no que se refere à segurança”, finalizou.
Com a mudança, o candidato terá liberdade para escolher como se preparar para os exames teórico e prático, que continuam sendo obrigatórios para obter a carteira.
O processo poderá ser iniciado online, pelo site do Ministério dos Transportes ou via Carteira Digital de Trânsito. As etapas presenciais, como exame médico e coleta biométrica, são mantidas. Para a preparação teórica, o ministério disponibilizará um curso gratuito em formato digital. Quem preferir ainda poderá optar por aulas presenciais pagas em autoescolas credenciadas.