Um casal doi vítima de intolerância religiosa e de lesbofobia dentro de um hospital na capital.
Um casal doi vítima de intolerância religiosa e de lesbofobia dentro de um hospital na capital.
Ananda Arouche e Isabella Barros denunciaram em suas redes sociais, através de um vídeo o ato de racismo religiosos e de lesbofobia que foram vítimas na última sexta-feira (01), dentro de um hospital particular na capital.
Segundo as vítimas, que são companheiras, Ananda Arouche, estava com fortes dores e recebendo atendimento médico quando um outro casal ao perceber que ambas chegaram ao ambiente começaram a falar para elas insultos e falas raciais.
As duas mulheres Ananda Arouche e Isabella Barros seguem a religião de matriz aficana, são Vodunsis (filhas de santo) do terreiro llê Asé Yemowá Abê.
Segundo as vítimas, foram deferidas palavras como: “Sai daqui vai embora com o exu de vocês”, “a sua pombagira está me incomodando”, relatou as mulheres no vídeo divulgado.
Devido o caso, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) também emitiu uma Nota e informou que está acompanhando o caso relatado por Ananda Arouche e Isabella Barros.
Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a SEDIHPOP entrou em contato com as vítimas e colocou à disposição o atendimento do Centro Estadual de Apoio às Vítimas (CEAV), que já presta acompanhamento psicossocial e jurídico. A Secretaria também acionou a Ouvidoria dos Direitos Humanos, Igualdade Racial e Juventude, para o registro formal da denúncia.
Além disso, a SEDIHPOP oficiou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público do Maranhão (MPMA), solicitando a apuração do caso com a devida celeridade, em consonância com a legislação vigente.
A Secretaria reafirma seu compromisso com o combate a todas as formas de discriminação e violência, especialmente contra as populações negras, de religiões de matriz africana e LGBTQIAPN+. Atos como os registrados são considerados violações de direitos humanos e crimes, e devem ser tratados com a seriedade que exigem.
O Governo do Maranhão, por meio da SEDIHPOP, seguirá vigilante e atuante na defesa da diversidade, da liberdade religiosa e da dignidade de todas as pessoas.
A Diretoria Nacional e a Coordenação do Núcleo Maranhão das Mulheres de Axé do Brasil emitiu uma nota sobre o caso .
O ataque verbal sofrido pelas companheiras, cometido por um casal, configura grave violação dos direitos humanos e representa mais um episódio de racismo religioso, dirigido às tradições de matriz africana e às suas filhas e filhos, especialmente quando são também mulheres negras e LGBTQIAPN+.
Diante da gravidade dos fatos, a entidade exigiu providências imediatas por parte do Governo do Estado do Maranhão.
O racismo religioso é crime. O racismo é crime. Lesbofobia é crime. Todos esses atos devem ser tratados com a seriedade e a urgência que a Constituição Federal determina. O Estado do Maranhão não pode se omitir diante de mais uma violação contra os povos de terreiro.
Não aceitaremos o silêncio. Exigimos resposta. Exigimos justiça.
Seguiremos em vigilância, organização e luta, por nós, pelas nossas ancestrais e por todas que virão.
A equipe do Portal Difusora News entrou em contato com as vítimas para ter mais conhecimento sobre o caso, mas ainda não tivemos retorno.
