Medida pede que a Justiça do Trabalho condicione as alterações nos vencimentos ao fim da greve e retorno total da frota às ruas.
Medida pede que a Justiça do Trabalho condicione as alterações nos vencimentos ao fim da greve e retorno total da frota às ruas.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou nesta quarta-fira (4) um dissídio coletivo de greve contra o Sindicato dos Rodoviários (STRREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET). O documento, endereçado à Justiça do Trabalho, pede reajuste linear de 6% nos valores dos salários e do ticket alimentação dos trabalhadores rodoviários, com o objetivo de encerrar a greve que está em vigor desde a última sexta (30).
O pedido marca uma entrada formal do MPT no imbrólgio da greve, e visa tratar com urgência o fim da greve, que afeta em torno de 700 mil pessoas na Grande Ilha. Além dos reajustes, o MPT também solicita o reconhecimento oficial do descumprimento da liminar que estabelece o retorno de 80% da frota mesmo durante a paralisação e confirma o acerto anterior com o trabalhadores apenas do sistema semiurbano, mesmo com o movimento de protesto que se seguiu ao retorno desse efetivo, na quarta (4).
Os requerimentos são assinados pelo procurador-regional do Trabalho, Maurício Pessoa Lima. Outros pedidos são listados por ele, como uma requisição da Justiça junto à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) a fim de obter informações precisas sobre a frota circulante, bem como a fiscalização no cumprimento das medidas de urgência requeridas. Além disso, o processo requer o uso de forças policiais caso haja necessidade para garantir o cumprimento das ordens judiciais postuladas.
Paralelamente, uma nova audiência de conciliação entre as partes ocorre na manhã desta quinta-feira (5), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que ainda não se posicionou após a publicação do dissídio coletivo de greve do MPT.