Moradores da Vila São Luís e da Vila Mauro Fecury 2, em São Luís, reclamam da quantidade de ônibus disponível para atender as duas comunidades. Segundo os moradores, a linha operada pela Viação Estrela conta atualmente com apenas um veículo em circulação durante parte do dia, o que tem provocado longas esperas e dificuldades para quem depende do transporte coletivo.
De acordo com Leonis Pereira, líder comunitário, a região já chegou a contar com três ônibus em circulação. Depois, a frota foi reduzida para dois veículos e, durante a pandemia de Covid-19, o serviço chegou a ser suspenso. Após reivindicações dos moradores, o atendimento foi retomado, mas atualmente apenas um ônibus faz o percurso.
A comunidade afirma que o problema é agravado pelos horários de funcionamento. De segunda a sexta-feira, o ônibus começa a circular por volta das 6h15 e encerra o serviço cedo. Aos sábados, o atendimento vai somente até as 14h. Aos domingos e feriados, segundo os moradores, não há ônibus da linha.
Com a redução da frota e dos horários, moradores que precisam sair cedo para trabalhar ou estudar recorrem a linhas que passam por outras regiões. Segundo Leonis, alguns precisam se deslocar cerca de um quilômetro até uma avenida onde circulam ônibus de outras linhas, como Vila Nova e Tamancão.
O líder comunitário afirmou que a situação fica ainda pior durante os feriados prolongados, quando os moradores passaram vários dias sem contar com o atendimento da linha.
Diante dos problemas, moradores encaminharam ofícios à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e à empresa responsável pela operação da linha. A comunidade pede que os horários sejam fiscalizados e que a frota seja ampliada.
Entre as propostas apresentadas estão a inclusão de mais um ônibus na linha e a antecipação do início do serviço para aproximadamente 5h30.
Segundo Leonis, a SMTT informou um prazo de 60 dias para avaliar a situação, mas, até o momento, a comunidade afirma que não recebeu retorno sobre possíveis mudanças.
A equipe da TV Difusora procurou a Prefeitura de São Luís e solicitou um posicionamento sobre as reclamações e sobre as medidas que serão adotadas para resolver o problema, mas, até o momento, não recebeu resposta.



