Falta de pavimentação na zona rural de São Luís deixou cerca de 800 famílias sem ônibus e obrigadas a caminhar até 6 km para ter acesso ao transporte coletivo.
Falta de pavimentação na zona rural de São Luís deixou cerca de 800 famílias sem ônibus e obrigadas a caminhar até 6 km para ter acesso ao transporte coletivo.
A precariedade da infraestrutura no bairro Porto Grande, localizado na zona rural de São Luís, deixou moradores sem transporte público desde o dia 1º de janeiro. Com trechos do asfalto completamente deteriorados e tomados pela poeira, os ônibus deixaram de circular na região, agravando a mobilidade de centenas de famílias que dependem do serviço para trabalhar e estudar.
A alegação das más condições da estrada para suspender a circulação dos ônibus foi feita pela empresa responsável pelo serviço, aos moradores e à Prefeitura de São Luís.
Segundo Cosmo Pereira, morador da comunidade, a interrupção do serviço não é um fato isolado. “Não é a primeira vez que ela suspende o atendimento alegando falta de estrutura e problemas com os carros”, relatou.
De acordo com os moradores, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) teria se comprometido a garantir a trafegabilidade das vias e estaria realizando as intervenções. No entanto, eles reclamam da falta de medidas por parte da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) para assegurar que a população não ficasse sem o transporte essencial.
A situação é ainda mais preocupante porque na região estão instaladas diversas empresas que atuam na indústria maranhense. Mesmo assim, o transporte coletivo segue comprometido, afetando diretamente trabalhadores e estudantes.
Sem ônibus, os moradores precisam caminhar cerca de seis quilômetros para conseguir acessar o transporte coletivo. O trajeto é feito em um trecho sem qualquer infraestrutura, com muita poeira, e tem impactado aproximadamente 800 famílias que vivem na região.
“A gente só quer ter nosso direito de ir e vir. A gente paga nossos impostos para isso”, desabafou a moradora Nívia Fernanda.
A equipe de jornalismo da TV Difusora solicitou um posicionamento da Prefeitura de São Luís, acerca das reclamações da comunidade, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.