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Ministro do STJ perde o cargo após acusações de crimes sexuais contra duas mulheres

A decisão foi tomada pelo plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (6)

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Em decisão unânime com aprovação de 28 ministros que participaram da votação, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Marco Buzzi perdeu o cargo após ser acusado de crimes sexuais por duas mulheres. A decisão foi tomada pelo plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (6).

A determinação da pena de disponibilidade com perde de cargo a um magistrado brasileiro é inédita, sendo a primeira vez que isso acontece após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter regulamento ter regulamentado a medida como nova pena máxima para juízes que cometam faltas graves, nesta semana.

O julgamento aconteceu a portas fechadas e começou por volta das 9h30 desta quinta, com as sustentações orais das defesas das vítimas e do acusado, bem como da Procuradoria-Geral da República, que numa mudança de posição opinou pela aplicação da pena máxima de disponibilidade com perda de cargo.

Buzzi foi julgado por duas acusações de crime sexual. Uma foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que disse ter sido alvo de uma abordagem do ministro durante um banho de mar quando ela era hóspede em sua casa de praia.
Em seguida, uma servidora também afirmou ter sido vítima de assédio sexual dentro do gabinete.

O caso foi julgado após a conclusão de uma sindicância realizada por três ministros do STJ. Buzzi nega qualquer comportamento criminoso ou inadequado. Ele esteve presente no julgamento, sentado ao lado dos advogados, e não na cadeira de ministro que ocupou por 14 anos.

Fonte: Agência Brasil

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