Após impasse, o juiz Douglas de Melo Martins determinou o fechamento do Mercado Central devido o risco de desabamento.
Após impasse, o juiz Douglas de Melo Martins determinou o fechamento do Mercado Central devido o risco de desabamento.
Nesta segunda-feira (2) foi realizada audiência de conciliação que decidiu pelo fechamento total do Mercado Central, em São Luís, diante do risco iminente de desabamento. A audiência foi realizada entre os trabalhadores, o município de São Luís e o Ministério Público, na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, sob jurisdição do Juiz Douglas de Melo Martins.
Os trabalhadores apesar de estarem sendo deslocados para o novo Mercado da Cidade, até dia 14 de março, estavam ainda ocupando e trabalhando no antigo prédio. O novo espaço provisório foi instalado no antigo prédio do Atacadão, na Avenida Guaxenduba, em São Luís.
A audiência teve cerca de 4 horas de duração para encontrar soluções no impasse da transferência dos trabalhadores do Mercado Central.
O impasse foi gerado após o novo prédio apresentar diversos problemas na estrutura e infraestrutura, como falha nas instalações elétricas e hidráulica, vazamentos e goteiras, necessidade de refrigeração, animais nas redondezas como infestação de pombos, dificuldade de acesso dos consumidores ao transporte público no local. Essas insatisfações foram fruto de uma manifestação no último dia 11 de fevereiro, o que culminou na realização da audiência.
O fechamento imediato do Mercado Central foi por determinação do município. Segundo o Procurador Geral do Município, o Mercado Central possui risco eminente de desabamento conforme laudo atestado pela Defesa Civil. “Laudos atestam a impossibilidade de manutenção do Mercado Central em funcionamento do comércio, sob pena de colocar em risco as vidas das pessoas que frequentam o local”, disse o Procurador Geral do Município, Rafael Kriek.
Os feirantes na audiência informaram que queriam um tempo maior para continuar no Mercado Central até que a transferência ao Mercado da Cidade fosse concluída.
“Vamos nos desdobrar para realizar essa mudança pela determinação da justiça, visto que o Mercado da Cidade ainda não apresenta as condições necessárias para abrigar os trabalhadores, pois ainda faltam muitos reparos e adaptações”, disse a presidente do SindFeiras, Ivanilde Sampaio.
Outra situação é o tempo em que os trabalhadores vão ficar parados até o prazo da mudança. “Vamos ter que fechar e vamos ficar 14 dias sem trabalhar e sem produzir. Não tínhamos que mudar sem a concretização final das obras, poderiam ter mais sensibilidade nesse sentido”, disse o comerciante Fagner Martins.
Algumas medidas já foram determinadas pela justiça. “O município de São Luís precisa resolver os problemas estruturais e de infraestrutura no Mercado da Cidade, para que tenha uma estrutura necessária para que as pessoas possam trabalhar”, confirmou o juiz Douglas de Melo Martins.
A Prefeitura se comprometeu a sanar os principais problemas apresentados pela categoria e ajudar na logística e no processo de mudança que deve ser feito até o dia 14 de março.