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Medicamentos vencidos e UTIs fechadas: MP denuncia falhas na gestão da saúde em Imperatriz

Fiscais encontraram fármacos fora do prazo de validade na sala de emergência do Socorrão

O promotor de Justiça Thiago de Oliveira Costa Pires, responsável pela área da saúde do Ministério Público, concedeu entrevista ao programa Hora D, da TV Difusora Sul, para falar sobre a situação da rede municipal de saúde em Imperatriz, na gestão do prefeito Rildo Amaral.

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Segundo o promotor, o MP tem identificado problemas graves, como o fechamento de leitos de UTI no Hospital Municipal de Imperatriz (Socorrão) e no Hospital Infantil (Socorrinho).

Após fiscalizações realizadas neste ano, foi constatado que o Socorrão perdeu quatro leitos de UTI adulto, reduzindo a capacidade de atendimento a pacientes em estado grave. No Socorrinho, a situação também preocupa. Dos 10 leitos de UTI infantil previstos, apenas seis estão funcionando.

“UTI é a última chance para salvar vidas em situação gravíssima. É inadmissível perder leitos, especialmente quando a demanda é alta e cada minuto conta para garantir a sobrevivência de um paciente”, afirmou o promotor.

A situação teria sido causada pelo fim de um convênio com um hospital de São Paulo, que fornecia equipamentos e dava suporte técnico. Com o encerramento da parceria, aparelhos foram recolhidos, deixando parte da estrutura inoperante. O MP já acionou a Justiça para que seja cumprida uma decisão de 2023, que determinou a ampliação das UTIs no município.

Durante a entrevista, Thiago Pires também destacou outro problema grave: a presença de medicamentos vencidos em áreas de atendimento. Em uma inspeção recente, fiscais encontraram fármacos fora do prazo de validade na sala de emergência do Socorrão, prontos para serem administrados em pacientes. “Isso coloca vidas em risco e é inaceitável”, frisou.

Além da situação das UTIs, o MP acompanha de perto a realidade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Entre as irregularidades, estão atrasos no pagamento de diárias, dificuldades no transporte de pacientes e falta de insumos básicos.

O promotor reforçou que a população pode denunciar irregularidades de forma rápida pelo WhatsApp da Promotoria, sem precisar se deslocar até o prédio do Ministério Público. “Queremos aproximar o MP da comunidade para agir de forma imediata e buscar soluções efetivas”, concluiu.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz informou que ao assumir a gestão, foi identificado um cenário crítico na rede de saúde: unidades sucateadas, dívidas acumuladas, falta de medicamentos, profissionais e equipamentos.

Desde então, diversas ações vêm sendo adotadas para reestruturar o atendimento e garantir avanços concretos. A Semus destacou que o Hospital Municipal já apresenta melhorias significativas no atendimento, mas o trabalho continua.

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