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Maranhão ultrapassa 4,8 mil diagnósticos de câncer do colo do útero; SES alerta para prevenção

Maranhão registrou 1.532 mortes pela doença entre 2022 e maio deste ano

Foto: reprodução

O Maranhão registrou 4.736 casos de câncer do colo do útero entre 2022 e maio de 2026. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão e reforçam o alerta para a importância da vacinação contra o HPV e da realização de exames preventivos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o câncer do colo do útero continua sendo o principal tipo de câncer associado ao HPV no estado. Somente em 2024, foram registrados 1.008 novos casos da doença, o maior número dos últimos anos.

Os dados mostram que houve 881 casos em 2022, 893 em 2023, 1.008 em 2024 e 954 em 2025. Até maio de 2026, já foram contabilizados 92 novos diagnósticos.

Em relação à mortalidade, o Maranhão registrou 1.532 mortes pela doença entre 2022 e maio deste ano. Foram 374 óbitos em 2022, 338 em 2023, 363 em 2024 e 345 em 2025. Somente nos cinco primeiros meses de 2026, já foram registradas 112 mortes.

Os números locais acompanham uma preocupação nacional. Um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics aponta que os cânceres associados ao HPV provocam cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil internações por ano no Brasil. As mulheres representam 85% dos casos.

Segundo os pesquisadores, o câncer do colo do útero é responsável por mais de 77% das mortes e 74% das hospitalizações relacionadas ao HPV no país. A doença também tem incidência mais precoce em comparação com outros tipos de câncer, com média de idade de 47 anos entre as pacientes diagnosticadas.

Ações de prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde informou que vem ampliando as ações de prevenção, conscientização e diagnóstico precoce da doença. Entre as iniciativas estão campanhas educativas, ampliação da oferta de exames preventivos e fortalecimento da vacinação contra o HPV.

O estado também participa do projeto Detecta APS, desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein, além de implantar o teste de DNA-HPV oncogênico em municípios maranhenses.

O exame permite identificar a presença dos tipos de HPV com potencial para causar câncer, ampliando as chances de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Vacinação como principal forma de prevenção

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também mantém uma campanha de resgate vacinal para jovens de até 19 anos que não receberam a imunização na idade recomendada.

Especialistas destacam que a combinação entre vacinação, exames preventivos e diagnóstico precoce é considerada fundamental para reduzir os casos e as mortes provocadas pelo câncer do colo do útero nos próximos anos.

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