O Maranhão possui 23 unidades da Polícia Civil especializadas no atendimento às mulheres. O número coloca o estado na primeira posição do Nordeste em quantidade absoluta de unidades. Os dados são do 10º Diagnóstico das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, referente ao ano de 2025.
Essas unidades são estruturas da Polícia Civil voltadas ao atendimento e à investigação de casos de violência contra mulheres. Nesses locais, podem ser registrados boletins de ocorrência, instaurados inquéritos e feitos encaminhamentos para outros serviços da rede de proteção.
Do total de 23 unidades identificadas no Maranhão, 19 participaram do levantamento e responderam às perguntas da pesquisa.
Atendimento 24 horas
O levantamento também mostra quantas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, conhecidas como DEAMs, funcionam durante 24 horas.
No Maranhão, 15 unidades informaram sobre o horário de funcionamento. Dessas, quatro funcionam 24 horas. O número coloca o estado como o segundo do Nordeste com a maior quantidade de DEAMs com atendimento ininterrupto.
Além das mulheres, algumas unidades também atendem outros públicos. Das 19 respondentes, quatro informaram esse tipo de atendimento. Três recebem crianças e adolescentes, duas atendem a população LGBTQIA+ e uma também atende pessoas idosas.
Crimes investigados
As unidades especializadas têm competência para investigar diferentes tipos de violência. Todas as 19 unidades que responderam ao diagnóstico informaram que podem apurar crimes de violência sexual contra mulheres.
Já 18 unidades, ou 94,7%, investigam casos de violência doméstica e familiar. Outras 17, o equivalente a 89,5%, também possuem competência para investigar crimes de violência sexual contra meninas.
Efetivo das unidades
Em relação ao efetivo, as unidades especializadas do Maranhão contam com 33 delegados, 45 agentes e 25 escrivães. O levantamento também registra um psicólogo entre os profissionais.
A capacitação das equipes aumentou nos últimos anos. Em 2023, eram 12 profissionais capacitados para o atendimento às mulheres. Em 2025, o número chegou a 35, um crescimento de 191,7%.
A atuação dessas unidades vai desde o primeiro atendimento à vítima até o registro da ocorrência, a investigação dos casos e os encaminhamentos necessários para garantir o andamento de cada situação.





