Estado também registrou aumento no desemprego e no número de pessoas desalentadas no início de 2025
-março 13, 2026
Estado também registrou aumento no desemprego e no número de pessoas desalentadas no início de 2025
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Maranhão registrou a maior taxa de informalidade do Brasil no primeiro trimestre de 2025, atingindo 58,4% da população ocupada. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16).
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Isso significa que, de cada 10 pessoas com trabalho no estado, quase 6 estão na informalidade, sem carteira assinada ou CNPJ.
Além disso, o Maranhão apresentou a menor renda média mensal do país, com valor de R$ 2.088, o que representa apenas 61% da média nacional (R$ 3.410). Em comparação ao Distrito Federal, onde a renda média é de R$ 5.549, o rendimento no Maranhão representa apenas 37,2%.
A taxa de desocupação no Maranhão subiu de 6,9% para 8,1% entre o último trimestre de 2024 e o primeiro de 2025. O número de pessoas desempregadas passou de 197 mil para 235 mil — um aumento de quase 38 mil pessoas sem trabalho. Esse crescimento é considerado estatisticamente relevante, segundo o IBGE.
Mesmo com esse aumento recente, a taxa atual de 8,1% ainda é menor que a do mesmo período de 2024, quando era de 8,4%. O dado mostra uma leve melhora em relação ao ano anterior, mas ainda distante de um cenário ideal.
Outro número é o crescimento do desalento, que é quando a pessoa desiste de procurar emprego por não acreditar que vai encontrar uma vaga. No Maranhão, 331 mil pessoas estavam nessa situação no primeiro trimestre de 2025 — 10,3% da força de trabalho — a maior taxa do país. O estado se mantém como líder nacional em desalento há vários trimestres consecutivos.
A queda no número de pessoas ocupadas no Maranhão foi puxada principalmente pelos setores:
• Administração pública, educação e saúde: menos 53 mil vagas (-8,9%);
• Indústria: menos 20 mil vagas (-12,0%).
Por outro lado, houve crescimento em áreas como:
• Serviço doméstico: mais 14 mil vagas (+9,1%);
• Comércio e reparação de veículos: mais 29 mil empregos (+5,1%);
• Agricultura e pesca: mais 11 mil postos (+3,0%).
O trabalho por conta própria cresceu no Maranhão. No primeiro trimestre de 2025, 32,7% das pessoas ocupadas no estado eram autônomas — o segundo maior grupo depois dos empregados no setor privado. No entanto, 92,2% dessas pessoas trabalhavam sem CNPJ, ou seja, também estão na informalidade.
Além da baixa renda média de R$ 2.088, o estudo aponta que quem trabalha por conta própria sem CNPJ recebe em média R$ 1.190 por mês, quase 70% menos do que os trabalhadores autônomos com registro formal. O rendimento médio no Maranhão é o mais baixo entre os 27 estados brasileiros.