O Maranhão avançou seis posições no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2026 e passou a ocupar a 12ª colocação entre as 27 unidades da Federação. No Nordeste, o estado aparece na terceira posição, atrás apenas do Rio Grande do Norte, que está em 6º lugar, e da Paraíba, na 9ª colocação.
Na edição anterior do levantamento, o Maranhão ocupava o 18º lugar. A evolução considera um conjunto de indicadores que avaliam diferentes aspectos da segurança pública, incluindo violência letal, crimes contra o patrimônio, violência sexual, feminicídio, sistema prisional, trânsito e atuação do Sistema de Justiça Criminal.
Entre os indicadores analisados, o Maranhão aparece entre os quatro melhores colocados do país em quatro áreas. O principal destaque é o indicador de Mortes a Esclarecer, no qual o estado ocupa a 1ª posição nacional, com avanço de uma colocação em relação à edição anterior.
O indicador considera a proporção de mortes por causas externas classificadas como de intenção indeterminada. Quanto menor o número de óbitos sem classificação definida, melhor é o desempenho do estado.
O Maranhão também alcançou o 2º lugar nacional em morbidade hospitalar por acidentes de trânsito, após avançar 11 posições no ranking.
Na área de Violência Sexual, o estado ocupa a 4ª colocação no país, quatro posições acima da edição anterior. O indicador considera o número de vítimas de estupro e estupro de vulnerável consumados a cada 100 mil habitantes.
Outro destaque foi o desempenho no indicador de feminicídio. O Maranhão avançou 12 posições e chegou ao 11º lugar nacional, registrando uma das maiores evoluções do estado entre os indicadores que compõem o pilar de Segurança Pública.
Redução de crimes
O resultado do ranking também aparece acompanhado de reduções em indicadores recentes da Segurança Pública estadual. Em 2026, segundo os dados apresentados, houve queda de 42% nos feminicídios, 17% nos roubos na Grande Ilha, 17% nos roubos de veículos e 30% nos furtos de veículos.
O Ranking de Competitividade dos Estados considera, portanto, diferentes dimensões da segurança pública, não apenas o número de ocorrências policiais. A avaliação busca medir tanto aspectos relacionados à violência quanto a capacidade de resposta do poder público diante desses problemas.




