O Maranhão ocupa atualmente a primeira posição na produção de etanol das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A informação foi destacada pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e Pará, Milton Campelo, durante entrevista ao Jornal da Difusora 2ª Edição, nesta quinta-feira (28).
Segundo ele, o avanço do setor é resultado do crescimento das indústrias de biocombustíveis instaladas no estado e da demanda mundial por energia renovável.
“O Maranhão é hoje o maior produtor de etanol do Norte e Nordeste. Nós saímos da sétima posição para a primeira”, afirmou Milton Campelo.
De acordo com o presidente do sindicato, o estado possui atualmente cinco plantas industriais voltadas para a produção de etanol. Entre elas estão unidades localizadas nos municípios de Tuntum, Aldeias Altas, Campestre do Maranhão, São Raimundo das Mangabeiras e Balsas.
Campelo destacou a chegada da empresa Inpasa em Balsas como um dos principais impulsionadores do setor no Maranhão. Segundo ele, além da cana-de-açúcar, o estado também passou a ampliar a produção de etanol à base de milho.
O presidente do sindicato afirmou ainda que as indústrias têm provocado impactos econômicos positivos nas regiões onde estão instaladas, com geração de emprego, renda e abertura de novas empresas.
“Balsas foi a região que apresentou o maior número de abertura de empresas dentro do estado do Maranhão”, destacou.
Durante a entrevista, Milton Campelo também ressaltou que o setor de biocombustíveis atua aliado à preservação ambiental. Segundo ele, as empresas trabalham com rastreabilidade da produção e comercializam créditos de descarbonização na Bolsa de Valores.
Outro ponto abordado foi a necessidade de investimentos em infraestrutura logística no Maranhão. O presidente defendeu melhorias nas rodovias e ampliação das ferrovias para fortalecer o escoamento da produção agrícola e industrial.
Ele destacou ainda a importância estratégica do Porto do Itaqui para o agronegócio brasileiro, especialmente no transporte de soja, milho e fertilizantes.
“O Maranhão tem uma posição privilegiada dentro do MATOPIBA e precisa avançar em infraestrutura para ampliar ainda mais o crescimento econômico”, afirmou.



