Entre os anos de 2021 e 2025, o estado do Maranhão contabilizou 395.492 movimentações empresariais. Do total registrado pela Junta Comercial do Estado do Maranhão (Jucema), 69,71% referem-se à abertura de novos empreendimentos, enquanto 30,29% correspondem ao encerramento definitivo de atividades.
Apesar de o saldo geral permanecer positivo, o crescimento contínuo na taxa de fechamento de empresas ao longo dos anos tem chamado a atenção de especialistas e órgãos de apoio ao setor produtivo.
Falta de estrutura e planejamento comprometem a sobrevivência dos negócios
A ausência de planejamento prévio é apontada por especialistas como o fator determinante para a falência precoce de novas empresas, que muitas vezes encerram as atividades antes de completar o primeiro ano de funcionamento.
Segundo o contador Rafael Fontenele, muitos empreendedores iniciam suas operações sem levantamentos básicos de mercado ou controle de gestão:
- Ausência de formalização: Negócios que iniciam as atividades sem registro de CNPJ.
- Falta de capital de giro: Desconhecimento do montante necessário para manter a operação nos primeiros meses.
- Desconhecimento fiscal e operacional: Falta de clareza sobre carga tributária, perfil de clientes e localização estratégica.
O presidente da Jucema, Alysson Penha, reforça que a falta de estrutura inicial compromete a saúde financeira do negócio e recomenda que novos empreendedores busquem o apoio de instituições como o Sebrae para realizar estudos de viabilidade antes da abertura.

Gestão diária
Para garantir a sustentabilidade das operações e evitar o encerramento prematuro, especialistas recomendam atenção constante aos indicadores financeiros.
A principal orientação técnica é a identificação do ponto de equilíbrio, que estabelece o volume mínimo de vendas mensal necessário para cobrir todos os custos fixos e variáveis do empreendimento. Somado a isso, o acompanhamento mensal do balanço entre receitas e despesas é considerado fundamental para a manutenção das atividades no mercado maranhense.




