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Maranhão registra 366 casos de sífilis congênita nos primeiros nove meses de 2026

Entre 2020 e 2024, o Maranhão contabilizou 3.006 casos de sífilis congênita, com aumento de 46,3% no período

Foto: reprodução/TV Difusora

Estado contabilizou 1.723 casos de sífilis em gestantes no mesmo período; entre 2020 e 2024, foram registrados 3.006 casos da doença transmitida da mãe para o bebê

O Maranhão registrou 366 casos de sífilis congênita entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período, foram notificados 1.723 casos de sífilis em gestantes. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e reforçam o alerta para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infecção no estado.

O cenário também preocupa quando analisado o histórico da doença. Entre 2020 e 2024, o Maranhão contabilizou 3.006 casos de sífilis congênita, com aumento de 46,3% no período.

A sífilis é uma infecção causada por uma bactéria e transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo. Durante a gravidez, a gestante infectada também pode transmitir a doença ao bebê, provocando a chamada sífilis congênita.

O mês de outubro é marcado por campanhas de conscientização sobre a saúde. Entre elas, está a Campanha Verde, que chama a atenção para a prevenção e o combate à sífilis e à sífilis congênita.

A responsável técnica da Secretaria de Saúde, Lindalva Filgueiras, destacou a importância de ampliar o acesso à informação, aos testes e ao tratamento.

“O objetivo é fortalecer a informação para que haja condições de trabalhar a prevenção. A prevenção é feita por meio dos preservativos interno e externo, além do diagnóstico e do tratamento. O diagnóstico também é realizado com a oferta de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatite B. O tratamento deve começar o mais rápido possível”, afirmou.

O tratamento da sífilis é feito principalmente com penicilina G benzatina. Nos casos de sífilis congênita, a conduta depende da avaliação clínica e dos exames do recém-nascido.

O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para reduzir o risco de transmissão da doença durante a gestação e evitar complicações para o bebê.

O atendimento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Gestantes e seus parceiros podem procurar uma unidade da rede de atenção básica para realizar os testes, receber orientação e iniciar o tratamento, quando necessário.

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