O Maranhão registrou pelo menos 22 chacinas entre 2011 e 2024, conforme levantamento que cruza dados de diferentes fontes. A estatística ressalta a persistência de episódios de violência em massa, trazendo à tona a complexidade dos desafios enfrentados por autoridades e comunidades no estado.
Além das apurações realizadas pelo Portal Difusora News, o levantamento considerou relatórios da plataforma Reconexão Periferias e da Rede de Observatórios da Segurança. Um estudo da pesquisa “Chacinas e a Politização das Mortes no Brasil”, desenvolvido pela Reconexão Periferias, apontou 15 chacinas no Maranhão de 2011 a 2020. Nesse período, o estado figurou como o oitavo maior em número de chacinas entre os 16 estados das regiões Norte e Nordeste.
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Apesar da gravidade dos números, o Maranhão apresentou menos casos em relação a estados como Bahia (85), Ceará (58) e Rio Grande do Norte (34). Ainda assim, a continuidade de chacinas expõe fragilidades no sistema de segurança pública.
Outros tipos de violência
Relatórios mais recentes reforçam que as chacinas são apenas uma faceta da violência. O boletim “Retratos da Violência”, da Rede de Observatórios da Segurança, registrou quatro chacinas no estado entre agosto de 2021 e janeiro de 2022, além de outros episódios de violência, como 132 casos com arma de fogo e 67 relacionados a feminicídio ou violência contra mulheres.
Essa análise também apontou uma média alarmante: um caso de violência a cada três horas no Maranhão e no Piauí, estados monitorados em conjunto.
Casos recentes e padrão das chacinas
De 2023 até hoje, o Portal Difusora News relatou três novas chacinas. Em junho de 2023, uma lanchonete no bairro da Estiva foi palco de quatro mortes, com vítimas sem antecedentes criminais. Em maio deste ano, uma execução deixou cinco mortos de uma mesma família em João Lisboa, no povoado Cacauzinho. Já em setembro, em Coelho Neto, quatro pessoas ligadas a uma organização criminosa foram assassinadas em um suposto acerto de contas.