O Maranhão recebeu 5.436 tubetes de insulina glargina para o tratamento de pessoas com diabete. Os medicamentos foram enviados pelo Ministério da Saúde e fazem parte do processo de substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a um tratamento mais moderno para pessoas com diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, até esta terça-feira (21), foram distribuídos cerca de 383 mil tubetes de insulina todo o país.
Ainda de acordo com a pasta, a mudança contempla, nesta primeira etapa, crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A distribuição aos estados deve ser concluída até o fim deste mês.
No Maranhão, dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que cerca de 542 mil pessoas estão cadastradas com Diabetes Mellitus. Com base em estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, aproximadamente 48,9 mil maranhenses convivem com o diabetes tipo 1, público diretamente beneficiado pela nova estratégia.
A insulina glargina possui ação prolongada e, na maioria dos casos, necessita de apenas uma aplicação diária, diferentemente da insulina NPH, que pode exigir até três aplicações por dia. Além de oferecer mais praticidade, o medicamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e maior adesão ao tratamento.
O impacto da doença no estado reforça a importância da medida. Em 2025, o diabetes foi responsável por 4.153 internações de pessoas com 18 anos ou mais no Maranhão, segundo dados da plataforma Monitora, da SES.
A produção da insulina glargina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estratégia do governo federal que busca fortalecer a fabricação nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.
Como ter acesso
Para receber a insulina glargina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com uma receita médica válida e devidamente carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a substituição da insulina NPH pelo novo medicamento para pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos.
Após avaliação da equipe multiprofissional da Atenção Primária, será definida a possibilidade de transição do tratamento. Além do medicamento, o SUS fornecerá gratuitamente uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, e as agulhas necessárias para o uso correto da insulina.




