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Maranhão pode ter 1,3 mil mortes por calor durante Super El Niño, aponta estudo

O Maranhão pode registrar cerca de 1,3 mil mortes relacionadas ao calor extremo durante o atual episódio de Super El Niño, segundo projeção do Climate Impact Lab, laboratório ligado à Universidade de Chicago. O período analisado vai até fevereiro de 2027.

O estado aparece entre as áreas brasileiras com maior número estimado de mortes. O Pará lidera a projeção, com cerca de 2,3 mil óbitos, enquanto Amazonas e Bahia aparecem com aproximadamente 1,2 mil cada.

No Brasil, o estudo estima 13,3 mil mortes adicionais provocadas pelo calor entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. O país aparece entre os cinco mais afetados no mundo pelo fenômeno.

Segundo os pesquisadores, o Super El Niño deve aumentar em cerca de 44% os dias de calor extremo em relação a um ano normal, com temperaturas que podem ficar até 1,2°C acima da média. A projeção considera fatores como as condições climáticas, a vulnerabilidade da população e a capacidade de adaptação de cada região.

O estudo aponta que os impactos devem ser mais intensos no Sul Global. No caso brasileiro, o período de maior atenção deve ocorrer durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Os pesquisadores ressaltam que as estimativas podem aumentar caso o fenômeno se prolongue. Entre as medidas recomendadas estão sistemas de alerta para ondas de calor, pontos de hidratação, centros de resfriamento e ações específicas para proteger populações vulneráveis e trabalhadores expostos ao sol.

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