O Maranhão foi o estado brasileiro com o maior número de conflitos no campo entre janeiro e junho de 2026, segundo dados parciais divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) nesta quarta-feira (2). Ao todo, foram registradas 156 ocorrências no estado no primeiro semestre.
Desse total, segundo os registros da CPT, 153 conflitos estão relacionados especificamente à disputa pela terra, categoria em que o Maranhão também aparece na liderança nacional.
Em todo o Brasil, a entidade contabilizou 841 conflitos no campo no primeiro semestre de 2026. Desse total, 711 foram conflitos pela terra, 100 envolveram disputas pela água e 30 estiveram relacionados ao trabalho escravo rural.
No mesmo período, foram registrados seis assassinatos relacionados a conflitos no campo em todo o país. O número representa uma redução em relação ao primeiro semestre de 2025, quando foram contabilizadas 27 mortes.
A CPT também registrou 588 casos de violência contra a pessoa, envolvendo 497 vítimas. Entre os principais tipos de violência estão contaminação por minérios (195 casos), contaminação por agrotóxicos (132), criminalização (51) e ferimentos (42).
Segundo os dados da CPT, os povos indígenas estão entre os grupos mais afetados pelos conflitos e pela violência no campo, seguidos por trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, posseiros, seringueiros e quilombolas.






