A Sudene classifica a tarifa como um “aumento absurdo” e alerta que, se não houver mudanças, os impactos econômicos poderão ser severos para o Maranhão e para todo o Nordeste.
-fevereiro 4, 2026
A Sudene classifica a tarifa como um “aumento absurdo” e alerta que, se não houver mudanças, os impactos econômicos poderão ser severos para o Maranhão e para todo o Nordeste.
Após o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de uma tarifa de 50% nas exportações brasileiras, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) alertou para os impactos na economia da região. O Maranhão aparece entre os três estados nordestinos mais prejudicados pela medida, ao lado do Ceará e da Bahia.
Segundo a Coordenação de Estudos da Sudene, esses três estados concentraram 84,1% de todas as exportações nordestinas para os EUA em 2025. Só o Maranhão exportou, até junho deste ano, produtos como pastas químicas e minérios, que agora podem perder competitividade com o aumento da taxação.
Em 2024, Maranhão, Bahia, Ceará e Pernambuco somaram mais de US$ 2,5 bilhões em exportações para o mercado norte-americano. No total, o Nordeste exportou o equivalente a R$ 15,6 bilhões no período.
O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, criticou a decisão de Trump e destacou que a medida traz perdas para ambos os lados. “Com a reciprocidade, os EUA também saem prejudicados, já que o Nordeste importou quase R$ 33,5 bilhões em produtos norte-americanos em 2024”, afirmou.
Segundo o pesquisador José Farias, a consequência imediata pode ser a fuga de compradores para outros países, o que geraria prejuízos diretos ao PIB, ao emprego e a toda a cadeia produtiva do Maranhão e de outros estados. Ele lembra que até mesmo os produtos primários, como o cacau, sustentam empregos e serviços em diversas etapas da economia local.
A Sudene classifica a tarifa como um “aumento absurdo” e alerta que, se não houver mudanças, os impactos econômicos poderão ser severos para o Maranhão e para todo o Nordeste.