Estado liderou o ranking de áreas afetadas no Nordeste entre janeiro e dezembro do ano passado.
Estado liderou o ranking de áreas afetadas no Nordeste entre janeiro e dezembro do ano passado.
O Maranhão foi o quinto estado mais atingido por queimadas no país e o primeiro do Nordeste em 2024. O dado foi registrado no Monitor do Fogo do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (22).
Conforme a plataforma, 2.120.445 de hectares (ha) maranhenses foram afetados entre janeiro e dezembro do ano passado, aproximadamente 172 mil a mais do que em 2023. A estatística representa um aumento de 8,11% no total de territórios impactados no estado.
À frente do Maranhão como estados com mais hectares atingidos pelo fogo no ano passado ficaram Pará (7,3 milhões), Mato Grosso (6,8 milhões), Tocantins (2,7 milhões) e Roraima (2,5 milhões).
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O município maranhense recordista em queimadas foi Balsas, no sul do estado, que teve pouco mais de 125 mil hectares atingidos e foi o 59º município mais afetado em todo o país.
O mês de novembro foi o pior do ano para o Maranhão, quando as queimadas afetaram 476,9 mil hectares do estado, que ficou atrás apenas do Pará com 869,7 mil hectares atingidos no mês.
Somados, Pará e Maranhão tiveram mais de 1,3 milhões de hectares prejudicados por queimadas em novembro de 2024, representando 61,06% do total nacional no período.

Ao todo, as queimadas no país atingiram 30,8 milhões de hectares em 2024. A extensão da área queimada é superior ao território da Itália. O aumento em relação ao mesmo período em 2023 foi de 79%.
Os pesquisadores atribuem o aumento das áreas queimadas a um longo período seco enfrentado pelo país em decorrência do fenômeno El Niño – aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico –, que ocorreu entre 2023 e 2024.
Afirma Ane Alencar, coordenadora do MapBiomas Fogo.
Os impactos dessa devastação expõem a urgência de ações coordenadas e engajamento em todos os níveis para conter uma crise ambiental exacerbada por condições climáticas extremas, mas desencadeada pela ação humana como foi a do ano passado.
O número de territórios impactados no país é o maior em um único ano desde o início da série histórica em 2019.

Em nota, o Governo do Maranhão diz que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), utiliza as bases oficiais do Banco de Dados de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (BDQueimadas/INPE), para o monitoramento dos focos de calor em todo o estado.
Segundo a Sema, esse monitoramento tem sido intensificado no Maranhão como resultado da ampliação do programa Maranhão sem Queimadas, que tem como objetivo desenvolver ações voltadas para o combate, prevenção e controle de queimadas e incêndios florestais no estado.
De acordo com a Sema, em 2024, o programa doou mais de 3.000 equipamentos de combate a incêndios, tanto para o Corpo de Bombeiros quanto para as brigadas municipais. Além do apoio ao combate direto às queimadas, foram realizadas campanhas educativas e blitz ambientais de conscientização em diversas regiões do estado, com o intuito de informar a população sobre os malefícios das queimadas irregulares.
A Sema, informa, também, que as inscrições dos municípios para o programa Maranhão Sem Queimadas 2025 já estão abertas no site sema.ma.gov.br.
Atualização: às 15h48 de 22/01/2025