Eloy Melonio é ouvinte recorrente do programa conduzido por Jéssica Almeida e Luciana Ferreira.
Eloy Melonio é ouvinte recorrente do programa conduzido por Jéssica Almeida e Luciana Ferreira.
O programa Manhã News, da Rádio Difusora News (93.1), contou com uma participação mais que especial na edição desta terça-feira (25). O professor, poeta e escritor Eloy Melonio, autor de uma crônica que destaca a rotina do programa e o carisma das apresentadoras Jéssica Almeida e Luciana Ferreira, esteve no estúdio juntamente das locutoras.
Eloy Melonio é um dos milhares de ouvintes que têm as manhãs acompanhadas pelas vozes de Jéssica e Luciana. Após a repercussão da crônica, a produção do Manhã News organizou o encontro especial, que foi uma surpresa tanto para o professor quanto para as apresentadoras.
📲 Clique AQUI e participe do nosso canal no WhatsApp.
Em sua participação, ele conta como se originou a ideia da crônica, intitulada “gold morning” (manhã dourada em inglês):
“Eu comecei o dia e fui para o lado de fora e notei como estava bonito. Então falei “gold morning”, em vez de “good morning” (bom dia), ou seja, uma manhã dourada, uma manhã de ouro. Então pensei que seria um bom título para a crônica sobre o programa que ouço todos os dias, eu, minha esposa e nossos papagaios também (risos)”, explicou.
Diante da participação surpresa, o professor comentou que a oportunidade teve tudo a ver com o programa.
Isso é a cara do programa: a naturalidade e espontaneidade. Eu aqui represento milhares de pessoas e me sinto um ouvinte privilegiado.
Jéssica Almeida e Luciana Ferreira se emocionaram com o texto que, segundo o autor, se trata de um reconhecimento, e não uma homenagem.
“O texto é de uma delicadeza, uma sensibilidade que tocou a gente demais. Um talento e um dom incríveis”, afirmou Luciana.
Emocionada, Jéssica relatou ao poeta a empolgação da dupla e dos ouvintes ao tomarem conhecimento da crônica:
A gente ficou pulando aqui no estúdio e foi um momento muito marcante na nossa vida porque você retratou de uma forma tão poética, tão única que, ao ler, cativou demais nossos corações e os ouvintes que leram sentiram essa mesma emoção.

Para a produção da crônica, o professor conta que ficou atento a todos os detalhes de uma edição do Manhã News para não deixar escapar o que causa tanto apego ao programa.
No último dia 13, foi celebrado o Dia Mundial do Rádio. A data faz alusão à primeira transmissão radiofônica registrada pela United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946.
A crônica revela que, quase 80 anos depois e com diversas transformações na tecnologia e na comunicação, o rádio segue como um meio que une ouvintes fieis, como Eloy Melonio, e vozes cativantes, como Jéssica Almeida e Luciana Ferreira.
O Manhã News vai ao ar de segunda a sexta-feira das 7h às 10h, na Rádio Difusora News (93.1).
Confira abaixo a íntegra da crônica “Gold Morning”, de Eloy Melonio:
Segunda-feira, 17 de fevereiro, 5h45. Ligo o rádio e vou lá fora apreciar o dia. A meia-lua se despedia de seu esplendor noturno. Deu-me vontade de dar um alô ao Sol que se preparava para assumir seu posto. Não uma saudação qualquer, pois outros já deveriam estar fazendo o mesmo. Sem pensar, soltei um “gold morning!”.
Pura agitação! Na noite anterior, havia decidido escrever alguma coisa sobre um programa de rádio que nos cativa todas as manhãs. E, nessa intenção, precisava acompanhar cada minuto do programa. Precavido, deixei um recado para mim mesmo sobre a mesa da copa numa folha de papel A4, em letras capitais: MANHÃ NEWS.
Amanheceu e — acreditem! — apressei-me para preparar nosso “breakfast”. À mesa, eu, minha esposa e minha neta, e pouca conversa. Um silêncio exagerado, não habitual. Até nossos pets pareciam estar nessa vibe de tão quietinhos que ficaram.
Estávamos com nosso novo radinho, um MOTOBRÁS 7 faixas, comprado três dias antes. O antigo, adquirido na feira da Cohab por RS 40,00, havia quebrado. Por causa disso, vivi duas semanas sob pressão: “Meu bem, e o nosso radinho?!” Coçava a cabeça e não dizia nada. No sábado passado, a caminho de um evento social, parei numa loja que vende instrumentos musicais, antenas etc. Dez minutos depois, voltei ao carro com um saquinho de plástico. “O que é isso?”, perguntou ela. Disfarcei e joguei o saquinho sobre suas coxas. Imediatamente, ela o abriu. Olhou para mim e soltou um sorriso tão sincero que não precisava dizer mais nada.
E aqui confesso que esse lero-lero é apenas o preâmbulo do nosso assunto: um programa de rádio.
Pois é, esta crônica não é uma homenagem. Trata-se simplesmente de “reconhecimento”. Já faz algum tempo que minha atenção se rendera ao Manhã News, no qual acompanho uma “dupla” super super sensacional na Difusora News (93.1). A redundância, aqui, é necessária, e o “simplesmente” revela algo natural, espontâneo. Desculpem essas explicações, mas — em algum momento — elas podem ser necessárias.
O programa é apresentado por duas mulheres joviais, descontraídas, com espírito de menina. Para falar delas, sinto-me, de certa forma, invadido por um Cazuza caduco tentando, exageradamente, traduzir essa experiência radiofônica. Na verdade, quero apenas descrever o que sinto, pois essa decisão veio de um insight que não sei explicar direito.
As damas do Manhã News são Jéssica Almeida e Luciana Ferreira, uma dupla que bate um bolão e só faz gols de placa. Consequentemente, as manhãs de segunda a sexta, das sete às dez, são um show à parte. Muita simpatia, humor, intimidade, zoeira. Sem esquecer a boa música e as pitadas de informação aqui e ali. E tudo na hora certa, na modulação certa, no espírito certo. Desviando-se desse “certo”, as risadas simultâneas (delas e dos ouvintes), as frases de efeito, as sacadas geniais, as brincadeiras espirituosas.
Exageros à parte, poderia dizer o seguinte sobre essas “queridinhas” (parafraseando a música “Desenho de Deus”, do Natiruts): quando Deus lhes desenhou, era manhã de sol e Ele estava ali, ouvindo rádio na praia do Araçagi. Agora, transcrevendo a música: “Tirou a sua voz do própolis do mel/ E o seu sorriso meigo de algum lugar do céu”.
Seus coadjuvantes “da hora” são os ouvintes que enviam áudios. Todos no mesmo tom, ou seja, espirituosos, animados e, às vezes, um pouco “salientes”. Nessa festa, tudo é motivo de piadas, comentários. São tantas coisas que não ouso relatá-las aqui. Mas algumas são inevitáveis, como um ouvinte que enviou seu áudio de um ônibus, a caminho do trabalho. No geral, muitos servem de repórteres voluntários, dando dicas do trânsito, relatando ocorrências (alagamentos, buracos). Nesse grupo, os protagonistas são os motoristas de aplicativos.
Chama a atenção, de forma justificada, a predominância masculina nas participações. E, aí, vez por outra, escapa um “santo” galanteio: “Nos menores frascos estão as melhores essências”; “(Vocês) são minha misturinha de toda manhã: juçara com açaí” (Luciana é paraense). Um motorista que vem de Barreirinhas (quase) todos os dias, revela que, quando não está aqui, sofre de “abstinência radiofônica”. Alguns se despedem com “Um beijo!”. Outros as saúdam com um “Bom dia, meninas!”; “Minhas musas do rádio!” e “Meninas superpoderosas”.
Essas meninas interagem com atenção, carinho e apreço. Apesar do clima informal, sempre com muito respeito. Não raro, caem na gargalhada. E, assim, não poderia deixar escapar algumas de suas falas nessa interação: “Muito bem, garoto!”; “Arrasou, querida!”; “Não é, bonitinha?”; “Musa?! Há háháháhá”; “Ah, que lindo!”; “Adoro!!!!”; “Beijão pra você, maravilhoso!”
Não é todo dia que se pode ter uma manhã “gold”. Mas, de segunda a sexta, é (quase) certeza. Desde que você esteja na companhia das “bonitinhas” Jéssica e Luciana.