Nos dez primeiros dias do mês, o acumulado de chuva na Ilha chegou a 187,8 milímetros, o que representa cerca de 41,5% da média mensal
Nos dez primeiros dias do mês, o acumulado de chuva na Ilha chegou a 187,8 milímetros, o que representa cerca de 41,5% da média mensal
Um boletim de monitoramento divulgado pelo Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (NUGEO/UEMA) aponta que a Ilha de São Luís registrou 74 descargas atmosféricas entre os dias 1º e 10 de março de 2026.
Os dados consideram ocorrências registradas nos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, além das áreas do entorno da ilha.
Segundo o levantamento, a maior parte das descargas ocorreu nas áreas próximas à ilha. Do total registrado, 56 raios foram identificados no entorno, enquanto 18 ocorreram diretamente nos municípios da ilha.
A distribuição por município foi a seguinte:
• São Luís: 8 registros
• São José de Ribamar: 6 registros
• Paço do Lumiar: 3 registros
• Raposa: 1 registro
• Entorno da ilha: 56 registros
De acordo com os especialistas, as descargas atmosféricas estão relacionadas ao desenvolvimento de nuvens convectivas intensas, típicas do período chuvoso na costa norte do Maranhão. Esse fenômeno costuma estar associado à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e também à convecção local.
O boletim também aponta que houve registro de chuva em quase todos os dias do período analisado, com exceção do dia 8 de março.
Nos dez primeiros dias do mês, o acumulado de chuva na Ilha de São Luís chegou a 187,8 milímetros, o que representa cerca de 41,5% da média climatológica mensal, estimada em 452,8 milímetros.
Diante do período de instabilidade climática, os especialistas orientam a população a adotar medidas de segurança durante tempestades. Entre as recomendações estão evitar áreas abertas, não permanecer sob árvores isoladas, evitar praias, rios e piscinas e desligar aparelhos elétricos.
A orientação também é procurar abrigo em locais fechados ou dentro de veículos durante ocorrências de raios.
O monitoramento das descargas atmosféricas é realizado pelo Núcleo Geoambiental (NUGEO) e pelo Laboratório de Meteorologia (LABMET) da Universidade Estadual do Maranhão.