Do total, cerca de 1,2 milhão de pessoas aderiram voluntariamente à autoexclusão, ferramenta que permite ao próprio usuário bloquear o acesso às plataformas de apostas.
Outras 800 mil pessoas que participaram de uma nova rodada do Desenrola também estão impedidas de apostar pelo período de seis meses, conforme as regras do programa.
A lista inclui ainda aproximadamente 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). De acordo com o ministro, as medidas fazem parte da estratégia do governo de ampliar o controle sobre as apostas online e reduzir os impactos do jogo no país.
Duas operações também foram deflagradas com apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas. Uma delas investiga uma empresa que estaria atuando de forma irregular. A outra envolve uma empresa que chegou a receber autorização para funcionar, mas teve as atividades suspensas durante um processo de fiscalização.
As investigações envolvem suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com compartilhamento de informações entre órgãos públicos e autoridades policiais.
Fazenda divulga documentos de empresas autorizadas
O Ministério da Fazenda também começou a divulgar documentos utilizados na análise das empresas de apostas autorizadas a operar legalmente no Brasil.
Nesta primeira etapa, foram disponibilizados documentos referentes a 80 das 85 empresas habilitadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, somando mais de 2 mil páginas.
Os arquivos incluem análises sobre a situação jurídica das empresas, a idoneidade de seus controladores e administradores, a origem dos recursos e os mecanismos adotados para prevenir a lavagem de dinheiro. Também foram divulgados documentos relacionados ao pagamento das autorizações e relatórios finais das análises.
Segundo o Ministério da Fazenda, a divulgação busca ampliar a transparência e o controle sobre o setor de apostas online. Novos documentos deverão ser publicados gradualmente, respeitando informações pessoais e dados protegidos por sigilo.





