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MA aplica mais de 68 mil doses de vacina contra o sarampo, mas cobertura está abaixo da meta 

Apesar do avanço com mais de 68 mil aplicações em menores de 2 anos, cobertura da 1ª dose está em 84,69% e a da 2ª chega a apenas 64,34%

Foto: Divulgação

Foram aplicadas 68.519 doses da vacina tríplice viral em crianças menores de 2 anos, segundo dados da Secretária de Estado da Saúde (SES). Porém, mesmo com o avanço da vacinação, segundo a pasta, o Maranhão ainda não atingiu a cobertura ideal da vacina responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Os índices, no entanto, seguem abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde, considerada fundamental para impedir a circulação dessas doenças.

No período, foram aplicadas 38.929 primeiras doses, o que representa uma cobertura vacinal de 84,69%. Já a segunda dose alcançou 64,34% de cobertura, com 29.590 aplicações. Embora os números demonstram avanço na imunização, as autoridades de saúde reforçam que o percentual ainda é insuficiente para garantir a proteção coletiva da população.

O cenário ganha ainda mais importância diante do alerta para o risco de circulação do sarampo no Brasil. A doença é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo ar por meio da tosse, do espirro e até da fala de uma pessoa infectada.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, a vacinação continua sendo a principal ferramenta para evitar novos surtos.

“Controlar o sarampo exige ações vigorosas em dois pilares: as coberturas vacinais elevadas em toda a população, não só nas crianças, acima de 95% é o ideal. O Brasil ainda não atingiu essa meta; e vigilância de casos suspeitos.”

Além de provocar febre alta e manchas vermelhas pelo corpo, o sarampo pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite. Outra consequência preocupante é a chamada amnésia imunológica, que compromete temporariamente as defesas do organismo.

“Depois que o indivíduo adquire sarampo, muitas vezes ele permanece deprimido do seu sistema imunológico, facilitando outras infecções”, explicou Renato Kfouri.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacina tríplice viral está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e orienta pais e responsáveis a manterem a caderneta de vacinação das crianças em dia, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação. A imunização é considerada a forma mais eficaz de prevenir casos graves e reduzir o risco de circulação do vírus no estado.

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