Meio-campista de 27 anos foi investigado por supostos cartões amarelos levados de propósito em partidas do campeonato inglês entre 2022 e 2023.
-março 21, 2026
Meio-campista de 27 anos foi investigado por supostos cartões amarelos levados de propósito em partidas do campeonato inglês entre 2022 e 2023.
O jogador Lucas Paquetá, do West Ham, da Inglaterra, foi inocentado nesta quinta-feira (31) no caso que investigava suspeitas de envolvimento do atleta em esquemas de manipulação em jogos do campeonato inglês para o favorecimento de apostadores. O meio-campista era acusado de forçar o recebimento de cartões amarelos em quatro partidas entre 2022 e 2023.
A denúncia da FA (Football Association, federação inglesa de futebol), apresentada em maio de 2024, considerava que Paquetá havia violado a Regra E5 da organização, que versa sobre tentativa de influência direta no andamento, conduta ou qualquer outro aspecto das partidas, em quatro confrontos válidos pelo campeonato inglês: contra Leicester em 12 de novembro de 2022; Aston Villa em 12 de março de 2023; Leeds United em 21 de maio de 2023; e Bournemouth em 12 de agosto de 2023.
No entendimento da federação, o jogador teria tomado cartões amarelos propositalmente nas partidas mencionadas para favorecer apostadores. Apesar de absolver Paquetá dessas acusações, a Justiça decidiu sancionar o atleta de 27 anos por má conduta no andamento das investigações, ao não colaborar com respostas e fornecimento de informações. A penalização ainda será definida, mas a maior probabilidade é que seja aplicada em forma de multa.
Paquetá seguia atuando pelo clube londrino, mas teve uma queda de desempenho notável conforme as investigações não tinham um desfecho. Caso fosse condenado, o meia poderia ter como pena até mesmo o banimento do futebol. Ele deixou de frequentar as listas da Seleção Brasileira, com a qual disputou a Copa do Mundo de 2022, mesmo ano em que se transferiu do Lyon, da França, para o time atual. O brasileiro se manifestou sobre a decisão da Justiça em uma publicação nas redes sociais:
“Desde o primeiro dia desta investigação, mantive minha inocência contra essas acusações gravíssimas. Não posso dizer mais nada agora, mas também não consigo expressar o quanto sou grato a deus e o quanto estou ansioso para voltar a jogar futebol com um sorriso no rosto. À minha esposa que não soltou a minha mão, ao West Ham, aos torcedores que sempre me apoiaram, ao Fernando Malta e à minha equipe jurídica da Level (Alastair Campbell, Jonathan Hyman, Dan Lowen), Nick de Marco KC, e Kendrah Potts – obrigado por tudo. Toda glória e toda honra seja dada a Deus!”, comemorou o camisa 10 do West Ham.