Exceção foi feita para a pregoeira do município, que cumprirá prisão domiciliar devido a um diagnóstico de câncer de pele.
-janeiro 26, 2026
Exceção foi feita para a pregoeira do município, que cumprirá prisão domiciliar devido a um diagnóstico de câncer de pele.
Atualizada às 10h47
Em decisão proferida na manhã desta segunda-feira (12), o Poder Judiciário maranhense manteve as prisões dos investigados por corrupção na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia. Além disso, foram mantidos os afastamentos do prefeito Paulo Curió, da vice-prefeita Tanya Karla Mendes Mendonça, da pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira e da chefe do setor de compras Gerusa de Fátima Nogueira Lopes.
A decisão é da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim e vai na contramão de um parecer do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que havia se manifestado a favor da soltura dos alvos. O episódio, inclusive, resultou no pedido coletivo de exoneração de todos os 10 promotores que integram o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP.
Em relação à manutenção das prisões, uma exceção foi feita para Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, pregoeira do município, Antes em prisão preventiva, ela passará a cumprir uma prisão domiciliar humanitária. A decisão levou em conta um diagnóstico de carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele.
A primeira-dama Eva Curió e a vice-prefeita Tanya Karla Mendes Mendonça chegaram a solicitar a substituição das prisões preventivas pela prisão domiciliar, com a justificativa de serem mães de crianças menores de 12 anos. Os pedidos, no entanto, foram indeferidos na decisão.
A desembargadora considerou que não havia elementos suficientes para determinar que a mudança atenderia ao melhor interesse dos filhos. Ela cita, inclusive, que a conduta das suspeitas pode ter violado a dignidade das crianças, haja vista que ambas são acusadas de pagar mensalidades escolares com dinheiro de propina.