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Justiça determina prisão preventiva de suspeito de tentar matar ex-companheira na Cidade Operária

Rômulo Sousa Coimbra está foragido e defesa da enfermeira Sarah Júlia espera que pressão o faça se entregar à polícia o quanto antes.

O Poder Judiciário do Maranhão expediu um mandado de prisão preventiva contra Rômulo Sousa Coimbra, suspeito de agredir sua ex-companheira, a enfermeira e professora universitária Sarah Júlia Melo. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira (20) na região da Cidade Operária e é tratado pela defesa da vítima como uma tentativa de feminicídio.

O documento que determina a prisão do suspeito foi assinado na tarde deste domingo (22) pelo juiz Aureliano Coelho Ferreira, que respondia pelo plantão judicial da Comarca da Ilha. “Os fatos foram considerados graves e suficientes para a decretação da prisão, devido ao risco à ordem pública e à segurança da vítima”, informou a assessoria da Corregedoria Geral de Justiça.

Entenda o caso

Sarah Júlia terminou seu relacionamento com Rômulo Coimbra e o ex-casal está em processo de divórcio. Ele, no entanto, não teria aceitado o fim da relação, e teria sido esta a motivação do ataque. Para atrair Sarah à sua residência na última sexta-feira (20), Rômulo mentiu que uma das filhas estaria com febre alta solicitou a presença da mãe. Ao chegar ao local, Sarh foi golpeada a facadas na região do rosto e do pescoço. O suspeito fugiu do local e vizinhos chamaram o socorro médico para o atendimento da vítima.

No dia seguinte, Sarah Júlia esteve acompanhada de sua equipe de defesa e denunciou o crime na Casa da Mulher Brasileira, onde também foi protocolado um pedido de medida protetiva de urgência.

O caso teve grande repercussão na cidade. O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) e a Prefeitura de São José de Ribamar, município do qual a vítima é servidora, divulgaram notas de solidariedae à Sarah Júlia ainda no fim de semana.

O paradeiro de Rômulo segue desconhecido e a defesa de Sarah vive a expectativa de que ele se entregue às autoridades o quanto antes. Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA, comunicou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A vítima foi ouvida na Delegacia Especial da Mulher de São Luís, onde foram adotadas todas providências cabíveis, incluindo a expedição de guia para exame de corpo de delito e o requerimento de medida protetiva de urgência em seu favor.

A SSP ressalta ainda que o inquérito tramita sob sigilo, conforme previsto na legislação, a fim de resguardar a integridade da vítima, e preservar a regularidade do procedimento investigativo.

Também em nota, a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) informou que a decisão judicial tramita sob sigilo e que ainda não consignou tipificação penal específica (tentativa de feminicídio ou homicídio).

A nota esclarece ainda que quando a prisão é solicitada, a autoridade policial faz uma análise inicial do caso. Depois que a investigação é concluída, é elaborado um relatório final, no qual é indicada a possível classificação jurídica do crime. Em seguida, o Ministério Público analisa o caso e, se entender que há provas suficientes, apresenta a denúncia com a tipificação penal que considerar adequada — que pode ser a mesma sugerida pela polícia ou diferente

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