O maranhense Leotan Vieira Abreu, natural de Imperatriz, morreu em combate na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele é o segundo maranhense morto no conflito. Leotan morava no povoado Lagoa Verde, na zona rural de Imperatriz, com a mãe, o padrasto e os irmãos. Antes de viajar para a Ucrânia, trabalhava como motorista.
Segundo a família, o jovem acompanhava o conflito desde 2022 e, naquele período, começou a pesquisar sobre o alistamento para atuar ao lado das forças ucranianas. Ele recebeu a confirmação de que poderia viajar em junho deste ano, deixou o emprego e foi para a Ucrânia em julho.
Leotan não tinha experiência em combate e passou por um treinamento de curta duração já em território ucraniano. Depois de um período no país, foi enviado para uma região próxima à fronteira com a Rússia.
De acordo com um colega que também participa dos combates, Leotan morreu após pisar em uma mina terrestre.
O último contato do maranhense com a família ocorreu em 17 de agosto. Após essa data, os familiares receberam a confirmação da morte por meio do colega que está na região de conflito.
A família ainda não conseguiu contato com o governo ucraniano para tratar do traslado do corpo ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que está à disposição para prestar assistência aos familiares.
Segundo maranhense morto na guerra
Leotan é o segundo maranhense morto em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Em julho deste ano, Mateus Sandyel, de 24 anos, também morreu na zona de combate. Desde maio, ele publicava nas redes sociais imagens e vídeos relacionados à rotina e às atividades que realizava durante a guerra.
Outro maranhense, Rafael Paixão, também foi recrutado para atuar no conflito. Em julho de 2025, ele teve parte da perna esquerda amputada após pisar em uma mina-borboleta, artefato explosivo de pequeno porte e considerado altamente perigoso.
O conflito entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, após a invasão russa ao território ucraniano.




