Os deputados federais maranhenses Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL, começaram a ser julgados nesta terça-feira (10) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Juntamente ao suplente Bosco Costa (PL-SE), eles são suspeitos de crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A acusação é da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alega a cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares. Além dos deputados, mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares são réus no processo e também serão julgadas. O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Além dele, compõem a turma os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar. A denúncia foi feita inicialmente pelo então prefeito Eudes Sampaio, que também disse ter sido extorquido recebendo cobranças e intimidações para liberar o pagamento. Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”. Já os advogados de Pastor Gil defendem a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. A defesa afirma ainda que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”.