Os roubos de joias têm chamado a atenção das forças de segurança em São Luís. A Polícia Civil identificou uma mudança no comportamento de grupos criminosos, que passaram a buscar com maior frequência itens como cordões, pulseiras, alianças e outros objetos de ouro.
Um dos casos mais recentes aconteceu na quarta-feira (2), em frente a uma agência do Banco do Brasil, na Areinha, em São Luís.
Segundo a vítima, o assalto aconteceu por volta das 17h. Dois homens chegaram em uma motocicleta preta, sem placa, e anunciaram o assalto. Os suspeitos estavam sem capacetes e, segundo a vítima, tinham tatuagens nos braços. Um deles tinha uma tatuagem específica na parte superior da mão.
Durante a ação, os criminosos levaram um cordão, uma pulseira e o celular da vítima. O homem contou que os suspeitos exigiram diretamente os objetos. O caso foi registrado no Plantão Central da Polícia Civil.
Segundo o delegado Rodrigo Alonso, a investigação aponta que os grupos envolvidos nesse tipo de crime costumam ter contato prévio com receptadores.
Essas pessoas comprariam as joias roubadas e, de acordo com o delegado, rapidamente derreteriam os objetos. A prática dificultaria a identificação e reduziria os rastros relacionados ao material roubado.
“O grande problema do roubo de joias é que eles já têm uma pessoa específica, ou algumas pessoas, para quem eles possam atravessar esse tipo de material roubado”, explicou.
Ainda segundo Rodrigo Alonso, cordões, alianças e pulseiras podem ser derretidos logo após serem adquiridos pelos receptadores. “As investigações também estão avançadas. A gente está decidido realmente a intensificar as investigações sobretudo em cima dos receptadores, que são os maiores responsáveis junto com, obviamente, os autores por essa onda de roubos de joias aqui na Grande Ilha”, afirmou.
Preço do ouro pode influenciar
Para o delegado, dois fatores podem estar relacionados ao aumento dos roubos de joias. Um deles é o alto valor do ouro. Outro seria o impacto do programa “Meu Celular de Volta”, que aumentou a recuperação de aparelhos roubados e furtados.
Segundo Rodrigo Alonso, a recuperação de celulares pode ter dificultado a atuação de criminosos que tinham os aparelhos como principal alvo. “A gente acha sim, a gente acredita que o programa ‘Meu Celular de Volta’ teve um impacto bastante positivo”, afirmou.
Para o delegado, a combinação desse cenário com o valor elevado do ouro pode ter contribuído para que as joias se tornassem um alvo mais interessante para os criminosos.
Polícia prende suspeitos de roubos de joias
A Polícia Civil também informou que vem realizando operações contra grupos especializados nesse tipo de crime.
Segundo Rodrigo Alonso, somente nesta semana foram cumpridos quatro mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento em roubos de joias. O delegado afirmou que os grupos buscam esse tipo de crime por considerar que ele pode proporcionar retorno financeiro mais rápido. “São grupos criminosos que constantemente focam nesse tipo de crime, acreditando aí num retorno mais rápido”, explicou.
A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, principalmente pessoas que atuam na compra e revenda dos objetos roubados.


