Antônio José, irmão da maranhense, que viajou para Portugal para buscar esclarecimentos sobre o desaparecimento da irmã, disse que falta respostas concretas por parte das autoridades portuguesas sobre o caso.
-março 21, 2026
Antônio José, irmão da maranhense, que viajou para Portugal para buscar esclarecimentos sobre o desaparecimento da irmã, disse que falta respostas concretas por parte das autoridades portuguesas sobre o caso.
O desaparecimento da maranhense Francisca Maria Santos em Portugal, completou neste sábado (2), 43 dias e até o momento, as autoridades portuguesas não repassaram nenhuma informação sobre o que teria acontecido com a mesma. A família de Francisca, que reside no município de São Bernardo, a 374 km de São Luís, vive a angústia de não saber notícias da maranhense, que sumiu na cidade de Tabuaço, na região de Viseu, centro do país europeu.
Para buscar esclarecimentos sobre o desaparecimento de Francisca Maria, o irmão dela, Antônio José, viajou para Portugal. Após alguns dias no país, o maranhense disse que falta respostas concretas por parte das autoridades portuguesas sobre o caso da irmã. Segundo Antônio, as investigações sobre o desaparecimento de Francisca, que estão sendo coordenadas pela Polícia Judiciária portuguesa (PJ), tem muitas incertezas, lacunas e até um certo silêncio institucional.
“Há muitas pontas soltas. Acredito que, se tivesse sido um trabalho sério, nenhum vestígio teria sido deixado para trás”, declarou. Ele denunciou ainda que existe uma pressão para que a família evite o contato com a imprensa. “Eles se incomodam quando a gente fala. Mas, até agora, a única voz que tem nos escutado é a da mídia portuguesa”, concluiu.
Antônio relatou ainda que a família de Francisca não foi chamada pela Polícia Judiciária para prestar informações ou receber algum esclarecimento sobre o caso. Por iniciativa própria, ele foi à delegacia no dia 23 do mês passado, onde prestou depoimento. “Até aquele momento, ninguém havia me chamado. Eu fui porque precisava de respostas. Fiz minhas perguntas, eles fizeram as deles. Mas parecia que não sabiam de nada sobre o caso”, relatou.
Antes de viajar para Portugal, o irmão contou que registrou boletins de ocorrência tanto na Polícia Civil quanto na Polícia Federal do Brasil e solicitou a emissão da difusão amarela junto à Interpol, um mecanismo internacional de alerta para pessoas desaparecidas. No entanto, segundo ele, até o momento, nenhuma informação relevante foi repassada à família.
Antônio José denunciou ainda um certo ‘abandono’ por parte do Consulado do Brasil em Portugal. Segundo o maranhense, desde que chegou ao país europeu, ele não teria recebido nenhum tipo de apoio, seja com ajuda para se manter ou mesmo informações ou orientações básicas.
Por conta da percepção da falta de respostas concretas relativas à investigação e também devido á falta de suporte Antônio apela para que as autoridades brasileiras possam intervir no caso. “Peço ao Itamaraty, à Polícia Federal, que olhem para esse caso. Estamos vulneráveis, sem nenhum respaldo, sem sequer uma resposta oficial”, disse.
Enquanto aguardam respostas, Antônio em Portugal e os outros familiares no Maranhão, continuam vivendo um drama diário, em busca da bernardense Francisca Maria Santos.
O Portal Difusora News solicitou nota do Governo Federal, através do Itamaraty, sobre as denúncias do irmão e Francisca e também para saber quais medidas foram tomadas pelo consulado brasileiro competente até o momento. Entretanto, até a publicação desta matéria, o órgão não havia respondido a solicitação.