Mídia estatal do país persa confirmou na noite deste sábado (28) que Ali Khamenei foi morto em seu local de trabalho.
Mídia estatal do país persa confirmou na noite deste sábado (28) que Ali Khamenei foi morto em seu local de trabalho.
Na noite deste sábado (28), horas após o anúncio do presidente dos Estados Unidos Donald Trump e algumas negativas iniciais sobre a informação, a mídia estatal do Irã confirmou a morte de Ali Khamenei, líder supremo do país. Ele foi atingido pelos ataques em parceria dos Estados Unidos e Israel, que também teriam deixado ao menos 201 mortos e 750 feridos, segundo a organização civil humanitária Sociedade Crescente Vermelho.
Khamenei atuava como líder supremo há 36 anos. O cargo vitalício confere autoridades políticas e religiosas superiores às do presidente. O país declarou 40 dias de luto pela morte dele. Já neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei, composto pelos chefes do Executivo, do Parlamento e do Judiciário.
Além disso, o aiatolá Alireza Arafi foi eleito líder supremo interino. Ele será o responsável por conduzir o processo de substituição de Ali Khamenei, segundo agências estatais iranianas.
A ofensiva que resultou no assassinado de Khamenei ocorreu dois dias após uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.
Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região. Ao justificar os ataques Donald Trump disse defender os americanos
Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender.
Após a confirmação da morte do líder supremo, Trump, que o chamou de “uma das pessoas mais malignas da História”, afirmou que se trata de um grande dia de justiça não só para os iranianos, mas para americanos e pessoas de muitos países ao redor do mundo.