Maranhão registrou crescimento de 4,2% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior
-janeiro 15, 2026
Maranhão registrou crescimento de 4,2% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior
O presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho, concedeu entrevista ao programa Tá Hora do Maranhão, da TV Difusora, e apresentou dados positivos sobre o desempenho da economia maranhense.
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Segundo Dionatan, o Maranhão registrou crescimento de 4,2% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Outro destaque foi o aumento de 40,7% nos investimentos públicos, que somaram R$ 3,8 bilhões até outubro. Os números fazem parte do Boletim de Conjuntura Econômica divulgado pelo Imesc.
De acordo com o presidente do instituto, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores primário e secundário. No trimestre, o setor industrial cresceu 8,8%, enquanto no acumulado do ano a indústria apresentou alta de 10,7%, sendo o principal motor da economia estadual. O setor primário também teve bom desempenho, com crescimento de 9,1%.
Entre os destaques da indústria, Dionatan citou os investimentos na indústria de transformação e na construção civil, fortemente ligados às obras de infraestrutura realizadas pelo governo do Estado. Segundo ele, esses investimentos ajudam a reduzir gargalos e tornam o Maranhão mais atrativo para novos negócios.
No campo, a produção de grãos também apresentou resultado expressivo. A expectativa é fechar o ano com crescimento de 12,4%, totalizando 7,46 milhões de toneladas produzidas. Esse avanço fortalece a cadeia produtiva e estimula novos investimentos, especialmente na indústria de transformação.
As exportações também tiveram papel importante no desempenho econômico. Em 2025, o Maranhão exportou US$ 5,02 bilhões, sendo a soja o principal produto, com mais de US$ 2 bilhões do total exportado. Dionatan afirmou que o Estado trabalha para diversificar a pauta de exportações, com foco em biocombustíveis, ração e produção de proteína animal.
Outro ponto destacado foi a inflação. O Maranhão encerrou 2025 com IPCA de 3,2%, abaixo da média nacional, que foi de 4,2%. O Estado registrou três meses consecutivos de deflação, principalmente devido à queda nos preços dos alimentos, o que aumentou o poder de compra das famílias.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação caiu para 6,1%, a menor do Nordeste. O número de pessoas ocupadas chegou a 2,7 milhões, com crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior. Já o número de desocupados caiu mais de 18%.
A massa de rendimento mensal alcançou R$ 3,8 bilhões, um aumento real de 5,1% na comparação anual. Em relação ao trimestre anterior, o ganho foi superior a R$ 300 milhões.
Para Dionatan Carvalho, os indicadores mostram que o Maranhão vive um momento de economia aquecida, com geração de empregos, aumento da renda e melhoria do poder de compra da população.