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Investigados por corrupção em Turilândia começam a ser ouvidos nesta segunda (5)

Prefeito, vice, primeira-dama e todos os 11 vereadores do município são suspeitos de esquema que desviou mais de R$ 56 milhões.

Começarão a ser ouvidos nesta segunda-feira (5) os investigados da Operação Tântalo II, que apura um desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia. Na semana do Natal, a ação do Ministério Público do Maranhão (MPMA) prendeu o prefeito e a vice, a primeira-dama e todos os 11 vereadores do município.

Inicialmente, as oitivas estavam previstas para começar no dia 29 de dezembro, mas foram remarcadas depois que as defesas da maioria dos alvos alegaram falta de acesso aos inquéritos e ao processo durante o período de recesso. Os depoimentos estão programados também para os próximos dias 6, 7 e 8 de janeiro.

Além das prisões, o MPMA protocolou um pedido de intervenção em Turilândia, mas a solicitação deve ser analisada somente após o fim do recesso do judiciário, no dia 7, quando está prevista a retomadas das sessões ordinárias e do funcionamento administrativo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

A iniciativa do Ministério Público ocorreu após avaliação técnica de Danilo de Castro Ferreira, procurador-geral de Justiça do estado, responsável por autorizar o encaminhamento da solicitação ao Judiciário. A medida levou em conta a gravidade do cenário institucional vivenciado pelo município.

O pedido chegou a ser analisado preliminarmente por um desembargador plantonista do TJMA, mas houve o entendimento de que o caso não se enquadra como matéria urgente para apreciação durante o plantão judicial. Assim, ficou determinada a redistribuição do processo para uma das câmaras do tribunal, onde seguirá o trâmite regular.

Apesar do adiamento da análise, o MPMA deve dar seguimento ao caso em outras frentes paralelas, como a aceleração de ações na esfera cível, com o objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados.

Relembre o caso

O caso veio à tona no último dia 22 de dezembro, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do MPMA cumpriu 21 mandados de prisão. As investigações apontaram desvios de R$ 56.328.937,59 iniciados em 2021.

Entre os alvos estavam os atuais prefeito e vice-prefeita de Turilândia, Paulo Curió e Tânya Mendes, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice prefeita Janaina Soares Lima e seu marido, Marlon Serrão, além do contador da Prefeitura, Wandson Barros. Além deles, os 11 vereadores do município também foram alvos, bem como servidores públicos.

Após os afastamentos, a gestão do Executivo ficou por conta do presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, que apesar de mantido na função também é investigado e cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ele está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

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