Foi identificado um vazamento de gases de combustão na parte frontal da câmara do foguete.
-março 17, 2026
Foi identificado um vazamento de gases de combustão na parte frontal da câmara do foguete.
A empresa sul-coreana INNOSPACE anunciou, nesta terça-feira (17), que foi identificada a causa da falha no lançamento da Operação Spaceward. O lançamento ocorreu em 22 de dezembro de 2025, no Centro de Lançamento de Alcântara.
A missão seria o primeiro lançamento comercial do foguete HANBIT-Nano. A investigação foi conduzida pelo CENIPA, em parceria com a empresa responsável.
Segundo o relatório, o foguete operou normalmente nos primeiros segundos após a decolagem. No entanto, aos 33 segundos de voo, ocorreu um problema crítico.
Foi identificado um vazamento de gases de combustão na parte frontal da câmara do foguete. Esse vazamento provocou a ruptura da estrutura e a separação do veículo em várias partes.
A análise apontou que o vazamento foi causado por uma vedação inadequada dos componentes.
O problema teria surgido durante a fase de preparação no Brasil. Houve uma substituição de uma peça na câmara de combustão, e, na remontagem, ocorreu uma compressão insuficiente dos componentes, o que comprometeu a vedação.
Para chegar à conclusão, os técnicos analisaram:
• Dados de telemetria e rastreamento
• Registros operacionais do lançamento
• Imagens de vídeo da missão
• Dados das instalações em solo
Além disso, mais de 300 fragmentos do foguete foram recolhidos e analisados.
A INNOSPACE informou que irá reforçar os processos de montagem e controle de qualidade. A empresa também pretende realizar melhorias no projeto do foguete e aumentar os testes antes de novos lançamentos.
O CEO da empresa, Soojong Kim, afirmou que a investigação trouxe avanços técnicos importantes. Segundo ele, as medidas adotadas devem aumentar a segurança e a taxa de sucesso das próximas missões.
O CENIPA destacou que a investigação foi conduzida com rigor técnico e transparência. O órgão também garantiu a proteção da propriedade intelectual da empresa durante todo o processo.
O coronel Alexander Coelho Simão afirmou que houve cooperação entre as equipes envolvidas, o que permitiu chegar a uma conclusão consistente. A empresa planeja realizar um novo lançamento no Brasil ainda em 2026, possivelmente no terceiro trimestre.
O cronograma depende da implementação das correções técnicas e da autorização das autoridades competentes. O caso foi classificado pelo CENIPA como incidente, e não acidente, seguindo protocolos internacionais de investigação aeroespacial.