A empresa sul-coreana InnoSpace divulgou, nesta segunda-feira (31), imagens do primeiro voo de teste do foguete suborbital Sebit, realizado no dia 19 de agosto, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
O lançamento marcou a primeira tentativa de voo do veículo desenvolvido pela empresa. A decolagem ocorreu normalmente, mas, durante o voo, foi identificada uma alteração na trajetória planejada.
Por questões de segurança, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Término de Voo (FTS), responsável por interromper a missão quando há risco de desvio da trajetória.
Segundo a InnoSpace, o foguete caiu dentro da área de segurança marítima estabelecida para a operação. Não houve vítimas nem danos às instalações do Centro de Lançamento de Alcântara.
A empresa informou que o voo começou às 16h30 do dia 19 de agosto, no horário de Brasília. Na Coreia do Sul, o lançamento ocorreu às 4h30 do dia 20.
O teste tinha como objetivo avaliar o desempenho do Sebit e a estabilidade de seus sistemas. A missão também buscava reunir dados para futuras operações de testes e verificações suborbitais.
O Sebit é um foguete de estágio único equipado com um motor híbrido de três toneladas. Durante o voo, a InnoSpace conseguiu coletar informações de sistemas como propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento.
A empresa ainda analisa os dados obtidos para determinar a altitude alcançada, a distância percorrida e o tempo de voo. As causas exatas que levaram à interrupção antecipada da missão também estão sendo investigadas.
Após a conclusão da análise, a InnoSpace pretende implementar as melhorias necessárias e realizar novos voos de teste.
O CEO da empresa, Kim So-jong, afirmou que os dados e a experiência obtidos durante o primeiro voo serão importantes para o desenvolvimento dos serviços de testes suborbitais.
“Por meio de voos repetidos, iremos continuamente aprimorar a confiabilidade do serviço e desenvolver o Sebit em uma plataforma de transporte espacial suborbital focada em missão”, declarou.
Foguete será usado em testes e pesquisas
Diferentemente dos foguetes lançadores de satélites, o Sebit não foi desenvolvido para colocar cargas em órbita da Terra.
O veículo foi projetado para transportar cargas úteis a altitudes inferiores a 100 quilômetros. A proposta é permitir testes tecnológicos, pesquisas científicas e experimentos em ambientes de alta altitude e microgravidade.
A empresa pretende atuar em áreas como pesquisa espacial, defesa, biologia, medicina e desenvolvimento de novos materiais.
O contrato para utilização da área de lançamento foi firmado com a ALADA (Companhia Brasileira de Projetos Aeroespaciais), empresa estatal criada em 2025 com o objetivo de ampliar o uso comercial da infraestrutura aeroespacial brasileira.
A operação do local de lançamento no Centro de Alcântara é supervisionada pela Força Aérea Brasileira.




