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Infectologista alerta sobre cuidados contra síndromes respiratórias  

Diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias no Maranhão, a infectologista Rosângela Cipriano concedeu uma entrevista ao Portal Difusora News para orientar a população sobre os cuidados necessários.

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De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Maranhão já contabiliza 102 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025. Até agora, são 1.776 casos registrados no estado.

A infectologista reforça que é necessário voltar a adotar medidas semelhantes às tomadas no período mais crítico da pandemia de Covid-19.

“Todo mundo que estiver doente, resfriado ou gripado precisa usar máscaras. É importante evitar aglomerações, higienizar as mãos com frequência e, se for visitar alguém no hospital, não vá se também estiver doente”, orientou.

Ela também alerta para a importância da etiqueta respiratória, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar, além da vacinação.

“A vacina contra a influenza está disponível para todos. A vacina da Covid também. E, na rede privada, existe a vacina contra o vírus sincicial respiratório”, destacou.

Situação no Maranhão

Rosângela explica que a situação é sazonal, mas agravada pela circulação de vários vírus ao mesmo tempo.

“Temos o vírus da influenza, da Covid, sincicial respiratório, rinovírus, entre outros. As pessoas podem se infectar mais de uma vez, e as pneumonias virais podem evoluir para pneumonias bacterianas, deixando o quadro mais grave e prolongado”, explicou.

O que fazer se estiver doente?

A infectologista orienta que, ao apresentar sintomas, o paciente procure um médico para diagnóstico correto.

“Se for influenza, existe medicação específica. Para Covid, também. Já para rinovírus e vírus sincicial respiratório, não há medicamento específico. Se houver dificuldade para respirar, lábios ou unhas roxas, é sinal de alerta. A pessoa deve procurar um hospital imediatamente”, afirmou.

Alerta sobre automedicação

A especialista faz um alerta para os riscos da automedicação.

“Muitos acreditam que vitamina ou até tratamentos sem comprovação, como ozônio, ajudam, mas isso não resolve. O que realmente ajuda é a prevenção com as vacinas e o tratamento adequado, sempre com orientação médica”, finalizou.

A recomendação é clara: nada de se automedicar e sempre procurar atendimento médico diante dos primeiros sinais de agravamento da gripe ou resfriado.

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