Novo presidente da Câmara dos Deputados repetiu gesto de Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição
Novo presidente da Câmara dos Deputados repetiu gesto de Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição
Eleito neste sábado (1º) presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) fez um discurso em defesa da democracia e da transparência no uso de recursos públicos. Repetindo o gesto de de Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição, Motta ergueu o texto sob aplausos do Plenário e afirmou: “Tenho nojo da ditadura”.
Para o novo presidente da Câmara, a população brasileira deseja emprego e estabilidade, e não disputas pelo poder.
— Não há ninguém acima da democracia. O passado é um caminho sem volta, que leva à destruição da política e ao colapso da democracia. Não podemos correr esse risco — declarou.
Ele também destacou que o Poder Legislativo continuará sendo uma barreira contra ameaças à democracia, como ocorreu ao longo da história.
Motta reafirmou a autonomia da Câmara e defendeu a adoção de um novo modelo de relacionamento entre os Poderes. Para ele, a aprovação das emendas impositivas representa uma retomada dos princípios constitucionais.
— A crise exigia uma nova postura, o fim das relações incestuosas entre Executivo e Legislativo. A resposta foi a afirmação da independência de ambos os Poderes. Nosso guia sempre será a Constituição — afirmou.
O presidente também sugeriu a criação de uma plataforma digital integrada entre Legislativo, Executivo e Judiciário para permitir o acompanhamento, em tempo real, dos gastos públicos.
— Transparência total para todos — defendeu.
Motta destacou a importância da estabilidade econômica e alertou sobre os riscos da inflação.
— Não há democracia com caos social, e não há estabilidade social com caos econômico — pontuou.
A partir da próxima semana, o presidente da Câmara pretende se reunir com os chefes dos demais Poderes para discutir pautas prioritárias. Além da economia, Motta mencionou que o Legislativo pode avançar em temas como segurança pública, saúde, transição energética e inteligência artificial.
Fonte: Agência Câmara dos Deputados