Crime pode ter ligação com facção criminosa; suspeitos chegaram em carro, ordenaram que a família se afastasse e efetuaram os disparos; um foi preso.
Crime pode ter ligação com facção criminosa; suspeitos chegaram em carro, ordenaram que a família se afastasse e efetuaram os disparos; um foi preso.
Um homem identificado como Kaue Garcez de Oliveira, conhecido como “Kauanzinho”, foi morto a tiros na noite desta terça-feira (24), na Rua São Sebastião, no bairro J. Câmara II, em São José de Ribamar. O crime ocorreu por volta das 19h30, quando a vítima caminhava pela via acompanhada da esposa e do filho.
De acordo com informações da Polícia Militar, três suspeitos chegaram ao local em um carro branco e efetuaram pelo menos sete disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu ainda no local. Antes dos tiros, os criminosos teriam ordenado que a esposa e a criança se afastassem.
Segundo o sargento J. Batista, um dos envolvidos teria dito à vítima “você vai ser meu livramento”, o que, conforme a polícia, pode indicar uma execução ligada a facções criminosas, possivelmente como forma de provar lealdade ao grupo.
Após o crime, equipes da PM iniciaram buscas na região e conseguiram interceptar o veículo utilizado na ação. Um dos suspeitos foi preso. O carro, segundo a polícia, possuía registro de roubo, e o proprietário compareceu à delegacia informando que o veículo havia sido levado pouco antes do crime.
A prisão ocorreu durante rondas da Operação Impacto, quando os policiais se depararam com três indivíduos, sendo dois armados. Houve tentativa de abordagem, mas dois conseguiram fugir. O suspeito detido apresentava ferimento por arma de fogo e negou participação no homicídio. No entanto, ele confirmou ser integrante de uma facção criminosa e alegou que teria sido baleado por membros de um grupo rival.
A vítima morava na região e, conforme informações preliminares, não possuía antecedentes criminais.
Após a realização da perícia no local, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Em nota, a Polícia Civil do Maranhão informou que o caso segue sendo investigado em sigilo pela Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), que realiza diligências a fim de localizar demais envolvidos na ação criminosa.