Em sessão do Tribunal do Júri realizada na terça-feira (18), no Fórum Deputado Luciano Fernandes Moreira, em Barreirinhas, o réu Djalma Conceição Aguiar foi condenado a 24 anos e nove meses de reclusão pelo feminicídio da ex-companheira, Laurinete Carvalho Pereira. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado.
O crime ocorreu na noite de 4 de maio de 2024, na residência onde o casal morava, no povoado Cantinho, zona rural do município.
A sentença foi proferida pelo juiz Ivis Monteiro Costa. Durante o julgamento, o promotor de justiça Francisco de Assis Silva Filho defendeu a tese de feminicídio qualificado e majorado pelo fato de o crime ter sido praticado na presença dos descendentes da vítima.
Mobilização da família e pedido de justiça
Durante a realização do julgamento, familiares e amigos de Laurinete Carvalho Pereira organizaram uma manifestação para cobrar a punição rigorosa do acusado.
Os manifestantes se concentraram na Praça do Trabalhador e seguiram em passeata pelas ruas da cidade em direção ao Fórum de Barreirinhas. Com cartazes e faixas pedindo justiça, o grupo permaneceu no local acompanhando a movimentação do Júri Popular até a leitura da sentença.
Crime presenciado pelos filhos e histórico de violência
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) em 30 de maio de 2024, o réu atacou a vítima com golpes de faca por não aceitar o fim do relacionamento amoroso. O ataque aconteceu diante dos três filhos menores de idade do casal.
Após esfaquear a ex-companheira, Djalma tentou cometer suicídio utilizando a mesma arma branca, sem sucesso.
As investigações e relatórios do Ministério Público apontaram que o histórico da relação já era marcado por episódios anteriores de violência doméstica, agressões e ameaças motivadas pelo inconformismo do condenado com o término do relacionamento.




