O Grupo Difusora de Comunicação exibiu, nesta sexta-feira (17), editoriais em seus principais telejornais em defesa da liberdade de imprensa e do direito da sociedade à informação. As manifestações ocorreram após a Prefeitura de São Luís questionar reportagens sobre as denúncias de supostas falhas no atendimento e as investigações envolvendo mortes de pacientes no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos.
A primeira manifestação foi ao ar na abertura do Jornal da Difusora 1ª Edição (JD1). Os apresentadores Júnior Albuquerque e Ana Guimarães prestaram solidariedade aos jornalistas maranhenses que tiveram a credibilidade questionada e às famílias das crianças que morreram após atendimento na unidade.
Júnior Albuquerque afirmou que, em vez de responder às denúncias apresentadas por familiares das vítimas, a Prefeitura preferiu politizar o debate.
“Em nome do Grupo Difusora de Comunicação, a gente começa esta edição do JD1 se solidarizando com todos os profissionais jornalistas de veículos aqui do Estado que tiveram a sua ética e credibilidade questionadas pela Prefeitura de São Luís, que, ao invés de dar uma resposta para todas essas denúncias feitas por familiares de crianças que morreram no Hospital da Criança, preferiu politizar toda essa situação.”
Na sequência, Ana Guimarães reforçou o compromisso do grupo com a prática jornalística e manifestou apoio às famílias das vítimas. “O Grupo Difusora de Comunicação, acima de tudo, acredita e trabalha para um jornalismo ético e comprometido com a verdade. Nós nos solidarizamos também com todos os familiares das vítimas que hoje sofrem por todas as perdas irreparáveis.”
À noite, o tema voltou a ser abordado na abertura do Jornal da Difusora 2ª Edição (JD2). Em um editorial, o apresentador Giovanni Spinucci destacou que a liberdade de imprensa existe para garantir o direito da população de ser informada e afirmou que reportagens sobre possíveis falhas na saúde pública não podem ser tratadas como disputa política.
Durante o pronunciamento, ele ressaltou que fiscalizar o poder público é uma das funções essenciais do jornalismo e que é legítimo que gestores públicos contestem informações por meio dos instrumentos democráticos, como o direito de resposta. No entanto, criticou tentativas de desqualificar o trabalho da imprensa por meio de ataques à credibilidade dos profissionais.
Spinucci também destacou que a cobertura sobre o Hospital da Criança trata de denúncias relacionadas à prestação de um serviço público e do acompanhamento das investigações conduzidas por órgãos como o Ministério Público do Maranhão e a Defensoria Pública do Estado.
O apresentador ainda citou as manifestações da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA), que também se posicionaram em defesa da liberdade de imprensa.
Ao encerrar o editorial, Giovanni Spinucci afirmou que intimidar jornalistas representa um risco ao acesso da população à informação e ao próprio regime democrático.
“Quando o jornalismo é intimidado, a verdade corre riscos. E quando a verdade perde espaço, é a democracia que fica em silêncio”, finalizou.



