Sem a circulação de ônibus do sistema de transporte público da capital e da Região Metropolitana, os preços do transporte alternativo e dos serviços por aplicativo dispararam em toda a Grande São Luís.
Sem a circulação de ônibus do sistema de transporte público da capital e da Região Metropolitana, os preços do transporte alternativo e dos serviços por aplicativo dispararam em toda a Grande São Luís.
A greve dos rodoviários em São Luís, que chega ao quarto dia nesta segunda-feira (2), tem provocado impactos diretos no deslocamento da população e no bolso dos usuários. Sem a circulação de ônibus do sistema de transporte público da capital e da Região Metropolitana, os preços do transporte alternativo e dos serviços por aplicativo dispararam em toda a Grande São Luís.
A paralisação dos trabalhadores ocorre em meio a reivindicações por reajuste salarial. Mesmo com uma liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinando a circulação de, no mínimo, 80% da frota, nenhum ônibus foi colocado em operação até o momento.
Usuários de vans e micro-ônibus que fazem linhas entre São Luís e os municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar relataram aumentos nas tarifas durante o fim de semana. De acordo com passageiros, viagens que normalmente custam R$ 5 chegaram a ser cobradas até pelo dobro do valor habitual.
O mesmo cenário foi observado no transporte informal conhecido como “carrinhos”, bastante utilizado na região Itaqui-Bacanga e em trajetos entre os municípios da Grande Ilha. Moradores dos bairros Anjo da Guarda e Vila Nova afirmam que corridas que custavam, em média, R$ 5, tanto para deslocamentos internos quanto para o Centro de São Luís, passaram a ser cobradas por até R$ 10.
A alta demanda provocada pela ausência de ônibus também refletiu nos preços do transporte por aplicativo. Usuários relatam que os valores das corridas chegaram a ultrapassar o dobro do que é cobrado em dias normais.
“Daqui de casa para a escola dos meus filhos, eu pagava no máximo R$ 6. Hoje, o valor estava entre R$ 17 e R$ 21”, contou uma usuária, que preferiu não se identificar.
Enquanto não há acordo entre rodoviários, empresários e poder público, a população segue enfrentando dificuldades para se deslocar, além de custos mais elevados para garantir o transporte diário na Grande São Luís.